18/03/2011

254 homossexuais assassinados no Brasil em 2010. Triste recorde

Infelizmente, mais uma vez o Brasil foi um dos campeões mundiais em crimes homofóbicos. E devemos dar nome aos bois: isso ocorre porque o governo federal não agiliza para aprovar a lei que criminaliza a homofobia e outras leis reivindicadas pelo movimento LGBT.

A atual inicativa de setores do PT, capitaneados por Marta Suplicy, significa uma resposta que eles precisam dar à sua base social de apoio (maioria das ONGs LGBT). Mas é impossível que tais setores sejam consequentes, pois seu governo está de mãos dadas com a bancada evangélica. É preciso muita mobilização e mais politização nas paradas, apoiando nossos verdadeiros aliados (como Jean Wyllys) para que tenhamos nossos direitos reconhecidos!

Escrito por Francisco Bicudo 06-Mar-2011


A senadora Marta Suplicy conseguiu desarquivar no Senado, no último dia 8 de fevereiro, o projeto de lei (PLC 122/2006), que criminaliza a homofobia e iguala essa prática ao racismo. A proposta, originalmente apresentada pela então deputada federal Iara Bernardi, também do PT de São Paulo, tinha sido aprovada na Câmara dos Deputados em dezembro de 2006 e voltará agora a ser apreciada pelos senadores, inicialmente nas comissões de Direitos Humanos e de Constituição, Justiça e Cidadania, antes que possa ser votada em plenário.

É um passo importante na luta pelo respeito irrestrito aos direitos dos homossexuais, que sofrem com as perseguições e os preconceitos que se revelam em diferentes segmentos da sociedade (poder judiciário, forças armadas, religiões) e que se manifestam em distintos espaços públicos (escolas, ruas e avenidas, shopping centers, clubes e estádios). 

As raízes dessa intolerância estão conectadas ao machismo colonial e ao desejo de manter a supremacia branca no Brasil, principalmente depois da Independência, em 1822, e da abolição da escravatura, em 1888. Em reportagem publicada pela revista Pesquisa Fapesp, o sociólogo Richard Miskolci, estudioso do tema, usa como um dos exemplos desse projeto "branco-machista" o livro "O Ateneu", de Raul Pompéia, um clássico do movimento realista no país. 


Para o especialista, a obra revela como o "fantasma a assombrar os homens de elite parece ser – muito mais do que o desejo pelo mesmo sexo – a possibilidade de ser tratado, ou maltratado, como uma mulher. O romance de Raul Pompéia, datado de 1888, mostra, assim, como ocorre o disciplinamento da masculinidade: há práticas "pedagógicas" violentas, combatendo e desqualificando qualquer traço de personalidade que pudesse ser associado ao feminino. Ou seja, mais que a homossexualidade, o que se pretende conter, pelas lentes de O Ateneu, é a existência de "efeminados". 

Disposto a colaborar com o debate e acreditando sempre na informação como instrumento de transformação e de superação dos preconceitos, o blog conversou, com exclusividade, com o antropólogo Luiz Mott, paulistano, 65 anos, formado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP) e um dos fundadores do Grupo Gay da Bahia (vive em Salvador há 32 anos e é professor aposentado de Antropologia da Universidade Federal da Bahia, a UFBA). 

Nessa entrevista, ele fala sobre crimes cometidos contra homossexuais, analisa as origens e razões da intolerância e enumera ações para superar a truculência, além de condenar a polêmica a respeito dos kits contra a homofobia produzidos pelo Ministério da Educação e que deverão, com apoio da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), ser distribuídos em seis mil escolas públicas do país. "Esperamos que a presidente Dilma tenha a sensibilidade necessária e vontade política para avançar no enfrentamento das ameaças que estão colocadas para os homossexuais", diz.


Aumento da violência contra homossexuais e visibilidade midiática


"De todas as chamadas minorias, os gays, lésbicas e travestis são as principais vítimas da intolerância, porque sofrem preconceito dentro da própria casa. São pais e mães que agridem, que xingam, que chutam, que batem e expulsam os filhos dos lares. É diferente do que em geral acontece por exemplo com judeus, negros ou portadores de deficiências, que são acolhidos e recebem apoio paterno e materno para enfrentar o preconceito. A homofobia institucional e cultural também pesa muito nas escolas, no exército, nas igrejas e na política, que ainda enxergam o gay como marginal.

A violência contra os homossexuais, portanto, vai dos insultos às agressões físicas e aos assassinatos. O Brasil lamentavelmente ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de assassinatos de homossexuais. Em 2009, foram 198 assassinatos. Esse número chegou a 254 no ano passado. O aumento de violência letal tem sido acompanhado pelo crescimento de casos de agressão física em locais públicos, nas ruas, como aconteceu recentemente em São Paulo e no Rio de Janeiro, e que receberam atenção da imprensa.

Mas não se trata apenas de visibilidade maior oferecida pela mídia. Há infelizmente um aumento real do número de casos de mortes e de agressões. Um aspecto positivo a ressaltar é que essa visibilidade, por conta da pressão das paradas e de ações afirmativas, tem levado muitos gays e lésbicas a ter mais coragem de assumir a homossexualidade e a demonstrar carinho em público, a andar abraçados, de mãos dadas. Ao mesmo tempo, esse comportamento provoca a ira e a intolerância dos homofóbicos de maneira ainda mais intensa.


Portanto, temos de pensar em três questões principais e conectadas: a visibilidade, o crescimento da violência e a incompetência da polícia e da justiça em reprimir esses atos e em garantir a segurança de todos os cidadãos". 

Em defesa do ensino técnico público e de qualidade: Não ao PRONATEC!

Nota do Coletivo Estudantil Vamos à Luta


Foi anunciado pela presidente Dilma Roussef em seu primeiro pronunciamento oficial na TV a criação do Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica (Pronatec). Esse novo programa consiste na criação de bolsas para jovens concluintes do ensino médio em escolas técnicas privadas, em troca de isenções fiscais para os mesmos. Algo muito parecido como funciona hoje o projeto Universidade Para Todos (PROUNI).

No Brasil atualmente, de acordo com a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), 24,1% da juventude brasileira nem trabalha nem estuda (o equivalente a 2,4 milhões de pessoas). O Brasil é o sexto país no ranking de homicídios entre jovens no mundo. Esses dados demonstram por si só a dramática situação de marginalidade que vive boa parte de nossos jovens, crianças e adolescentes.


O acesso a educação de qualidade tem sido cada vez mais restrito, pois apenas 11% dos jovens brasileiros que tem entre 18 e 25 anos tem acesso ao ensino superior em nosso país. Destes 11%, cerca de 80% estão em instituições privadas. Para isso, os sucessivos governos (FHC, Lula e agora Dilma) avançam no projeto de privatização da educação pública brasileira. Se proliferam os números de Faculdades privadas de qualidade duvidosa que são maioria das instituições superiores de ensino. A educação sofre o terceiro maior corte de verbas com R$ 3,10 bilhões a menos.


Projetos de expansão sem qualidade como o REUNI e o PROUNI são apresentados como saída para o acesso a universidade. O ENEM, mais uma vez, em 2010 expôs as inúmeras debilidades que este exame tem para avaliar e proporcionar acesso a universidade com vazamento de prova e erros de impressão e elaboração.


O PRONATEC foi anunciado por Dilma como mais uma possibilidade de acesso a educação, com a geração de bolsas em escolas técnicas privadas em troca da isenção de impostos aos tubarões da educação e sem a criação de nenhuma nova vaga ou instituição pública de ensino. Não é dificil prever quais serão as consequências da implantação do mesmo nos marcos atuais se no ensino superior a qualidade já é ruim (nas faculdades pagas, quando lhes é assegurado em lei a desobrigação com a pesquisa e extensão) o que dirá nas escolas técnicas privadas, que em sua maioria carecem de estrutura física e existem num número muito reduzido e fragmentado em todo o país.

O Censo Escolar de 2009 mostra que a iniciativa privada possui 48,2% das matrículas da educação profissional. A União oferece 14,3%, os estados oferecem 34,3% e ainda temos 3,3% sendo oferecidos por municípios.


O governo Dilma mais uma vez toma uma medida para favorecer não a juventude, mas para criar ilusões no conjunto da mesma com esse tipo de projeto. Dessa forma o governo demonstra que opta por governar para os de cima, garantindo a proliferação de escolas técnicas que surgirão para beneficiar os empresários da educação e em pouco tempo teremos uma grande massa de mão-de-obra barata no país, seguindo sem acesso a educação de qualidade.


O Coletivo Estudantil Vamos à Luta entende a importância do ensino técnico profissionalizante para uma grande parcela da juventude, que precisa de um emprego para não se tornar parte dos alarmantes números policiais que existem hoje. Entretanto, é preciso que esses cursos sejam públicos, assegurados pelo governo a partir do investimento de 10% do PIB na educação, derrubando o veto de Lula sobre a destinação dos 50% dos royalties do Pré-sal para a educação e suspendendo o pagamento dos trilhões que são destinados a dívida pública. Dessa forma é possível garantir novas vagas e novas instituições de ensino profissionalizante, melhorar a qualidade das escolas públicas e garantir que toda nossa juventude tenha acesso a universidade. Achamos importante a resolução do Encontro de Grêmios da UBES que votou resolução contra o PRONATEC. É preciso materializar essa posição com campanha nos colégios em todo o Brasil contra mais essa artimanha do governo para enganar a juventude. Apoiamos a proposta de um plebiscito em 2012 que decida os 10% do PIB para a educação. Precisamos de uma jornada de lutas do ME secundarista que combata o PRONATEC e em defesa de mais verbas para a educação. Vamos à Luta!

08/03/2011

Aumento da passagem é barrado em Belém (PA)
Fonte: http://vamosalutapa.blogspot.com
Aumento da passagem é barrado em Belém (PA)

Estudantes e população em geral de Belém (PA) conquistam vitória.

Na manhã dessa quarta-feira, 23/02, os trabalhadores e a juventude e movimento popular belenenses obtiveram uma grande vitória na luta em defesa do transporte público de qualidade. Pela primeira vez a prefeitura não consegue aplicar junto com o Sindicato das Empresas de Transportes de Belém ($ETRAN$BEL) o aumento no valor da tarifa de ônibus na região metropolitana. Esse ano a proposta dos empresários era que o valor da passagem subisse dos atuais R$ 1,85 para R$ 2,15, um aumento de 16%.

O movimento estudantil da capital paraense vem protagonizando desde o início do ano um conjunto de ações e mobilizações contra esse ataque. Foram feitas diversas colagens de cartazes pelo centro da cidade, feitas também panfletagens e agitações em pontos de grande circulação com o objetivo de dialogar com a população sobre a gravidade do aumento para o bolso dos trabalhadores e da falta de qualidade do transporte coletivo na cidade. No dia 03/02 foi realizado o primeiro ato de rua, onde o resultado do mesmo foi a garantia por parte da prefeitura da realização de audiência pública no dia 23/02.

Apesar da prefeitura ter confirmado presença no dia anterior quando os manifestantes chegaram na audiência o local não estava disponível para que houvesse a mesma. A prefeitura tentou de todas as formas fazer com que ela não ocorresse, alegando não ter a planilha de custos dos empresários e pedindo para remarcar. Os presentes não aceitaram a falta de respeito do prefeito Duciomar Costa e organizaram passeata percorrendo o centro de Belém. Estudantes da UNAMA, de cursinhos, sindicalistas de várias entidades e movimentos populares marcharam até a sede da mesma. Depois de longa reunião ficou acordado pela administração do município que não haverá aumento da passagem de ônibus até a conclusão dos estudos que estão sendo feitos pela Companhia de Transportes de Belém (CTBEL) e que no dia 29/04, haverá audiência pública para se debater a situação do transporte e da tarifa de ônibus.

Essa é uma grande vitória de toda a população contra esse ataque dos empresários de ônibus. O Coletivo Estudantil Vamos à Luta tem sido protagonista desse processo em Belém junto com o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (SINTSEP-PA), o Sindicato dos Rodoviários de Ananindeua e Marituba (SINTRAM) e com o DCE UNAMA. Recentemente construímos um fórum conjunto com outras entidades para fortalecer essa mobilização. A vitória é parcial é preciso que haja muita mobilização até a nova audiência no dia 29/04. Entretanto é um fato inédito que a $ETRAN$BEL junto com a prefeitura não tenham conseguido aumentar a passagem. A CTBEL nunca fez um estudo sobre a situação do transporte. Isso só se deu porque houve mobilização. Parabéns a todos que participaram dessa luta até aqui. Agora é seguir mobilizado, para não deixar que haja nenhum aumento esse ano. Vamos à Luta!

06/03/2011

O DCE DA UFRGS DIZ NÃO À FUNDAÇÃO


No último dia 15 de fevereiro, após mais de 10 horas de debates, a Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou o projeto do governo Fortunati que cria o Instituto Municipal de Saúde
da Família (IMESF), por 26 votos favoráveis contra 10 contrários. O DCE da UFRGS manifesta-se contra essa fundação pública de direito privado que entrega a gestão da saúde pública da capital ao setor privado e retira direitos dos trabalhadores, extinguindo o regime estatutário em detrimento do celetista. Lucio Barcelos, médico sanitarista, em recente artigo na ZH, adverte: “O governo Fortunati não está inventando nada de novo. Ele está cumprindo uma diretriz política do governo de Dilma / Lula, como bem o demonstra a aprovação de PL’s da mesma natureza nos municípios da grande Porto Alegre governados pelo PT”.

No último ano de governo Lula, 175 bilhões foram pagos de juros aos banqueiros. Essa quantia resolveria de longe os problemas do Sistema Único de Saúde brasileiro, bem como da educação pública. Do contrário, presenciamos uma onda de privatizações na área da saúde, que se configura nacionalmente. Ainda, é preocupante o resultado da eleição para o Conselho Nacional de Saúde, em que o presidente escolhido foi o atual Ministro da Saúde do governo Dilma, ferindo brutalmente a democracia.

A conquista de um SUS 100% público foi arrancada pelos profissionais da saúde e usuários por meio de uma luta árdua em todo o processo da Reforma Sanitária. Covardemente, a prefeitura de Porto Alegre e a base aliada argumentam no sentido de culpar os profissionais da saúde pelo mau funcionamento do SUS, quando sabemos que os verdadeiros culpados são, na verdade, os próprios representantes da prefeitura e sua gestão pública incompetente. Desse modo, tentam virar a população contra os trabalhadores da saúde, desfazendo-se de sua responsabilidade com a gestão do sistema público de saúde.
Ainda, o silêncio de Fortunati (PDT) em relação ao corte de 50 bilhões de reais do orçamento público pelo governo federal é vergonhoso e não é à toa, pois seu partido compõe a base de sustentação do governo do PT.

As fundações são constantemente relacionadas com escândalos de corrupção, o que não é diferente em Porto Alegre, vide o caso da empresa Reação e do Instituto Solos. O desvio de quase 10 milhões e o assassinato do ex-secretário de saúde Eliseu Santos ilustram o mau exemplo das fundações em Porto Alegre.
O mesmos que propõe o IMESF são os que tentam barrar, na Câmara Municipal de Porto Alegre, a instalação da CPI da saúde, urgentemente necessária para investigar os fatos relatados acima.

O DCE da UFRGS está na luta “ombro-a-ombro” com os trabalhadores da saúde e com os usuários do SUS, contra as Fundações Públicas de Direito Privado e a privatização da saúde no Brasil, especificamente contra o IMESF e em defesa de uma saúde realmente pública, integral e democrática para todos.



NÃO À PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE!

NÃO AO IMESF!

POR UM SUS 100% PÚBLICO, INTEGRAL E DEMOCRÁTICO!

assinado: diretoria executiva DCE UFRGS Gestão UFRGS Pública e Popular

01/12/2010

Balanço das eleições do DCE da UFRGS

COLETIVO VAMOS Á LUTA RS

Balanço das eleições do DCE da UFRGS:
AGORA É chapa 3 UFRGS Pública e Popular –Oposição Unificada

 Nós do Coletivo Vamos à Luta RS,viemos saudar a todos os mais de 740 apoiadores da  chapa 3 e a todos os 2.354 colegas  que acreditaram que é possível lutar por uma UFRGS mais pública,Popular e de qualidade.A vitória da chapa 3 é a vitória da unidade,dos coletivos de estudantes,dos CAs e DAs,de todos aqueles que não aceitavam ver o DCE na mão de aprendizes de políticos corruptos,que trouxeram a Yeda para a universidade. A vitória da chapa 3 foi nas urnas,de forma democrática,por isso o Vamos à luta repudia as ameaças,agressões e toda a sorte de golpes baixos deflagrados pela chapa 1 de forma desesperada e golpista.O nosso método é o da mobilização e não o do medo.

Nós do Vamos à Luta somos entusiastas da unidade dos que lutam,porque somente com unidade e independência de governos e de reitorias é possível construir um movimento estudantil autônomo e comprometido com as demandas de todos os estudantes da UFRGS.Temos um grande desafio a frente do DCE,transformar o DCE em um grande movimento de estudantes que esteja na base dos cursos e reflita as mais diferentes realidades e problemas.Com Dilma os cortes na educação Pública,vão continuar e podem até aumentar,por isso temos que estar alerta e articulados com outros DCEs de luta do Brasil na construção do Fórum de Uberlândia.

resultado 
Chapa 1 - DCE Livre - Votos: 1.130
Chapa 2 - A UFRGS não pode parar! Oposição de Verdade! - Votos: 887
Chapa 3 - UFRGS Pública e Popular - Oposição Unificada - Votos: 2.354
Chapa 4 - DC’És - Singular, Plural e Coletivamente - Votos: 64

Brancos: 33

Nulos: 59
http://oglobo.globo.com/economia/mat/2010/11/25/protestos-contra-aumento-de-anuidades-acabam-em-violencia-na-inglaterra-923104641.asp

Protestos contra aumento de anuidades acabam em violência na Inglaterra
Publicada em
25/11/2010 às 00h59m
Do Independent*

LONDRES - Manifestantes enfurecidos com a proposta do governo britânico de triplicar o preço das anuidades universitárias para US$ 14.500, medida prevista no pacote de austeridade para combater a crise financeira, levaram mais uma vez violência e caos às ruas do Reino Unido, em manifestações que acabaram em violência, com vidros de lojas e carros quebrados, confrontos entre estudantes e a polícia e ao menos 15 jovens presos por atos de vandalismo. Em todo o país, dez universidades foram ocupadas em Birmingham, Cambridge, Bristol, Plymouthinclusive e Londres, inclusive a célebre Bodleian Library, de Oxford, mas no fim do dia os manifestantes se dispersaram. Houve passeatas em Manchester, Liverpool e Brighton. Os protestos ocorrem duas semanas depois que uma manifestação bem maior terminou na invasão da sede do Partido Conservador, contra o plano do governo de triplicar o montante pago pelos estudantes no ensino
superior, no primeiro ato violento no país desde que o premier David Cameron anunciou seu pacote de corte dos gastos públicos. Ontem, dezenas de milhares de estudantes ganharam a adesão de professores e estudantes do ensino médio, que abandonaram as aulas em Winchester, Cambridge, Leeds e Londres para se
juntar às manifestações. Em Londres, uma van da polícia foi atacada perto do Ministério das Relações Exteriores, com os estudantes subindo no teto do veículo, quebrando vidros e urinando sobre uma das rodas. Testemunhas relatam que uma bomba de gás lacrimogêneo foi jogada dentro da van, enquanto os manifestantes, alguns deles cobrindo seus rostos, batiam nas janelas com bastões. No total, ao menos 13 pessoas ficaram feridas - duas delas, membros da polícia. Um porta-voz relatou que um dos policiais foi atingido e ficou inconsciente enquanto tentava conter os manifestantes em Londres, mas foi levado ao
hospital e passa bem. O outro membro das forças de segurança, uma policial, fraturou a mão. Em outras áreas do Centro de Londres a atmosfera era de festa, com estudantes pulando ao som de dance music, enquanto helicópteros da polícia sobrevoavam a manifestação. Cameron, por meio de seu porta-voz criticou a violência dos protestos. - As pessoas obviamente têm o direito de protestar pacificamente e dentro da lei, mas não há lugar para intimidação ou violência - afirmou o premier britânico.
Manifestantes também protestaram em frente à sede do Partido Liberal Democrata, com o estudantes acusando membros do partido de quebrar a promessa feita durante as eleições de que votariam contra o aumento das anuidades. O vice-primeiro-ministro Nick Clegg defendeu a medida do governo durante visita a uma escola em Londres, para lançar o plano de educação da coalizão. - O que se está vendo é um sistema que vai tornar o acesso à universidade muito mais justo do que é atualmente - disse Clegg. - É indecente que mais jovens de escolas privadas consigam ir para Oxford e Cambridge, do que milhares de outros que saem das escolas a cada ano. Queremos mudar isso. Queremos tornar as universidades abertas e acessíveis a todos. Na Itália, um confronto entre estudantes e policiais acabou com pelo menos duas pessoas presas, 27 acusadas de vandalismo e oito agentes de segurança feridos, segundo as autoridades. O protesto é contra uma reforma do Ministério da Educação, que prevê cortes orçamentários para o setor.

(*) Com agências internacionais

10/09/2010

Vitória dos estudantes da UFCSPA e fundação histórica de DCE.

Depois de muita luta termina em vitória a ocupação da reitoria da UFCSPA.Os estudantes da área de saúde da antiga fundação , além de conquistarem todas as suas reivindicações,fundaram o primeiro DCE na história da universidade e dão exemplo para os estudantes de todo o Brasil.
Foi cansativo e demorado, mas o que começou com uma pequena reivindicação dos estudantes de medicina se transformou no fato do ano do movimento estudantil regional e nacional. A UFCSPA é uma universidade recém federalizada, e como toda universidade federal vem sofrendo com uma expansão de seus espaços sem refletir em infra-estrutura e assistência estudantil para aqueles que ingressam. Há 10 meses o espaço dos estudantes da medicina (CA’ 22 de março) fora afetado por esta expansão. A reitoria sem debater com os estudantes demoliu a sua sede para a construção de um novo prédio. Há 10 meses que os estudantes de medicina pediam a reitora uma sede nova, sem resposta nenhuma. Aproveitando o encontro regional dos estudantes de medicina e em resposta a negligência perante os estudantes,foi realizada a ocupação da reitoria na última segunda-feira(06/09).
As reivindicações eram simples: a reitoria teria de se comprometer em construir uma nova sede para o Ca’ 22 de março , e de ceder uma sede provisória imediatamente após a desocupação, além de fazer um estudo sobre a possibilidade da construção de um Ru e moradia estudantil.Mas a reitoria duvidando do poder do movimento e pensando que rapidamente seria derrotado resolveu não abrir mão, principalmente na hora de ceder um espaço imediato. No entanto o movimento ganhou proporções inimagináveis, ganhando a participações dos outros cursos da universidade.
Através desta unidade , construída não de forma superestrutural mas na luta na base , foi chamada a assembléia geral dos estudantes com o objetivo de criar o primeiro diretório central dos estudantes.A assembléia foi uma das mais representativas dos últimos tempos contando com assinaturas de 400 pessoas mais as pessoas de fora , que vieram trazer o seu apoio.Após a assembléia a luta atingiu o seu ápice, os mais de 400 estudantes vendo que a reitoria se negava a negociar uma sala decidiram trancar por minutos a rua sarmento leite e depois o prédio da universidade. Vendo tamanha mobilização a reitoria recuo e aceitou todas as reivindicações do movimento.
Isso é um exemplo de luta e unidade para todos os estudantes do Brasil. Aprendamos com a gurizada da UFCSPA.

SÓ A LUTA CONQUISTA

09/09/2010

Todo apoio a luta dos estudantes da UFCSPA

Todo apoio a luta dos estudantes da UFCSPA
Nós do coletivo nacional Vamos à Luta,estudantes de universidades públicas e particulares de todo o Brasil prestamos toda a nossa solidariedade aos estudantes da UFCSPA que desde segunda-feira ocupam sua reitoria em defesa da democracia e da autonomia estudantil.
Em virtude da expansão de vagas nas universidades públicas sem qualidade e infraestrutura aplicado pelo governo Lula,a reitoria da UFCSPA de forma autoritária e truculenta a mais de 10 meses demoliu o espaço histórico do CA de medicina . A universidade assiste a um processo de expansão sem qualidade,novos cursos foram criados onde os estudantes não tem RU,moradia estudantil e faltam livros na biblioteca.
Nos somamos incondicionalmente a luta dos estudantes de medicina,enfermagem,farmácia,psicologia ,nutrição,fisioterapia,fonoaudiologia ,biomedicina na defesa e ampliação de seus espaços estudantis e na luta por uma universidade pública,gratuita e de qualidade para todos.
A ocupação da reitoria segue até que a pauta de reivindicações dos manifestantes seja atendida. De qualquer forma essa grande luta é um Marco nacional pois a partir de plenárias de base amanhã será fundado um DCE.

29/06/2010

artigo de opinião

Mãos ao alto, professora


JUREMIR MACHADO DA SILVA

As palavras mudam de sentido. Muda uma letra, ou duas, e muda tudo. Craque virou crack. Vida de professor transformou-se em atividade de alto risco. Uma professora foi assaltada, em Porto Alegre, dentro da sala de aula, por um adolescente armado com um revólver enferrujado, calibre 32. O guri era ex-aluno da escola. Houve um tempo, perdido nas brumas do passado, em que professores e salas de aula eram sagrados. Levava-se maçã para a professora. Muitas vezes, a professorinha era o primeiro amor, idealizado, impossível, platônico, de um menino. A sala de aula era o lugar da autonomia do mestre, um templo, um palco, a esfera maior do conhecimento. Acabou.

As balas de hoje destinadas aos professores são de revólver. A situação é tão melancólica, para bem e para mal, que o assaltante não tinha munição. Roubou R$ 10,00 da professora. Essa quantia diz muito, diz tudo, grita como o sintoma de uma doença grave, um mal que está aí, bem aí, mas vai sendo empurrado com a barriga. Talvez a professora assaltada seja uma pessoa sensata, aos 58 anos de idade, e não vá para a escola com muito dinheiro na bolsa. Ou quem sabe, escolada, como todos nós, carregue apenas o dinheiro do transporte e o dinheiro do ladrão. Mais provável é que uma professora, na metade do mês, não tenha mais do que R$ 10,00 para carregar no bolso. Esse é o estado das coisas, o estado ao qual chegamos, o caos.

E os governos, que ainda não fizeram a parte deles, não garantiram sequer a integridade dos professores, desandam a falar em meritocracia, transferindo para os professores, que ganham pouco e são agora assaltados dentro das salas de aula, a responsabilidade pela falência do sistema. Ao defender a tal meritocracia, os tecnocratas e os políticos, falsamente racionalistas, estão dizendo que se algo vai mal é por culpa da preguiça ou da incompetência dos professores. Essa é uma das maiores infâmias destes dias melancólicos em que, paradoxalmente, fala-se em sociedade da informação, mas se faz do saber uma categoria de quinta classe. Escolinha como objeto de desejo de pais e alunos, só de futebol. Nelas, talvez o mestre ainda seja respeitado e receba doces. Nem que seja por medo de se perder lugar no time.

Eu ainda sonho com um Brasil voltado para a escola como espaço sagrado. Isso só acontecerá a partir do momento em que se considerar o ensino como primordial e os salários forem melhorados a ponto de alterar a vida cotidiana e cultural dos mestres. Um professor precisa ganhar o suficiente para comprar livros todo mês, ir ao cinema, ao teatro, a shows, a bons restaurantes, viajar e sempre ampliar horizontes. Quem não valoriza, não pode cobrar desempenho. Mesmo assim, como se diz popularmente, os professores desempenham, "na moral". Sonho com o dia em que será impossível um ex-aluno ou um aluno apontar uma arma para uma professora. Por respeito, por veneração, por amor. Ou, cinicamente, sonho com o dia em que, ao menos, a professora terá R$ 50,00 na sua bolsa.

JUREMIR MACHADO DA SILVA é professor e jornalista
 
* Artigo publicado no Jornal Correio do Povo, edição do dia 17 de junho de 2010.

Vamos à luta Pará e Unidos pra Lutar

Redução da tarifa é fruto de ação do SINTSEP-PA, SINTRAM e DCE UNAMA

O juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública da Capital, Elder Lisboa Ferreira da Costa, concedeu tutela antecipada ao Ministério Público Estadual (MPE) determinando a redução dos preços das passagens de ônibus para R$ 1,70 em Belém. O descumprimento da decisão implicará em multa diária de R$ 10 mil para a Prefeitura.
Esse processo começou em 5 de fevereiro, quando o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal do Estado do Pará (SINTSEP-PA), o Diretório Central dos Estudantes da UNAMA (DCE UNAMA) e o Sindicato dos trabalhadores Rodoviários de Ananindeua e Marituba (SINTRAM) pediram ao MPE que fossem tomadas providências sobre o aumento abusivo da tarifa e as péssimas condições de transporte público na Região Metropolitana. Essa solicitação foi feita todos os anos, desde 2007, pela assessoria do SINTSEP-PA e finalmente foi atendida esse ano. Comprova-se que temos razão. Essa iniciativa partiu do UNIDOS pra LUTAR, corrente sindical nacional que atua no SINTSEP-PA e SINTRAM e do Vamos à Luta, corrente estudantil que atua no DCE UNAMA.
Nossa solicitação ocorreu porque todos os anos os empresários assinam documentos se comprometendo em renovar a frota e sempre descumprem a lei. Sem falar que o aumento concedido foi abusivo. A inflação do período era 5%, mas Duciomar e Helder concederam 8,82%. Isso desrespeitou o que determina a Lei Orgânica do Município de Belém e não corresponde com o Poder Aquisitivo da população. Ao mesmo tempo não há melhorias para os trabalhadores rodoviários, que sofrem com baixos salários e com constantes assaltos. Para piorar tentam reduzir direitos, como a tentativa de retirar a meia em Ananindeua.
Ato público:
Quando? Quarta
Onde? Concentração em frente ao Deodoro de Mendonça e ao Ulisses Guimarães (José Malcher)
Hora: 17h.
Leva sua Vuvuzela! Vamos fazer barulho pela melhoria do transporte público.

Vamos à luta Pará

TOMAR AS RUAS
Para garantir a tarifa em R$ 1,70!
Estender esse valor pra Ananindeua e Marituba
Depois de vários dias de espera finalmente a tarifa foi reduzida pra R$ 1,70. Vencemos toda a catimba da prefeitura e dos empresários. Trata-se de um gol de placa conquistado com lutas ao longo dos últimos anos. É uma grande vitória para os trabalhadores e um verdadeiro presente depois da bela apresentação da seleção canarinho.
Desde quinta-feira, 24/06, estamos nas ruas exigindo o cumprimento da liminar que reduzia o valor da passagem. Nos concentramos em frente ao Palácio Antonio Lemos e na praça da república para nossas manifestações. Em todas as atividades sentimos que o povo está insatisfeito com as péssimas condições da frota e que torcia para que ganhássemos. Nosso movimento vinha de antes, com destaque para o time dos rodoviários de Ananindeua a Marituba que na última greve pautou a qualidade dos transportes e para os secundaristas com sua luta pela manutenção da meia-passagem em Ananindeua.
 Agora mais do que antes é preciso que o povo trabalhador se manifeste. A prefeitura disse que vai recorrer da decisão mostrando que governa contra o povo. Os empresários fazem jogo sujo, dizem que estão no prejuízo e vão recorrer. No entanto, quem está no prejuízo é o povo trabalhador, pois perdemos 5 dias de tarifa reduzida. Desde a quinta-feira, dia 24/06, deveríamos pagar R$ 1,70. A pressão dos empresários e a má fé do prefeito Duciomar, impediram que a decisão vigorasse. Nesse jogo eles estão com 5 gols de vantagem. Com a decisão começamos a virar o jogo, mas ainda falta muito pra terminar partida.
E necessário mobilização para manter a passagem em R$ 1,70 para evitar o golpe do prefeito Duciomar e dos empresários. O adversário tem experiência, muito dinheiro e já disputou várias copas do mundo. Por isso temos que ir pra rua, pois juntos, sem salto alto, conseguiremos derrotá-los. Nesta na quarta, em conjunto com os estudantes do Deodoro e do Ulisses, 17h, já haverá a primeira manifestação. Nossa mobilização é para a imediata extensão do valor de 1,70 pra toda a região metropolitana, tema de ação das entidades já protocolada no MPE. Na raça podemos vencer!
UNIDOS PRA LUTAR por: 
- manutenção da tarifa para 1,70 e ampliação para toda a região metropolitana
- aumento da frota, sobretudo nos horários de pico (entre 6 e 8h e 18 e 20h).
- aumento das linhas atendendo bairros periféricos.
- Contra o fim da meia-entrada para os estudantes de Ananindeua.

28/06/2010

crise economica grega: imagens falam mais que palavras





Por uma universidade pública

Por Francisco de Oliveria, Paulo Arantes, Luiz Martins e J.Souto Maior
Publicado originalmente na coluna “Tendências e Debates” da Folha de S.Paulo – 23/06/2010.


O reitor da Universidade de São Paulo publicou neste espaço (“Mecenato e universidade” , 10/6) artigo com alguns argumentos que precisam ser democraticamente contrapostos. Para ele, os problemas da USP partem de uma razão econômica.
A saída que expõe é uma contradição em termos: o ingresso de dinheiro privado para a melhoria da universidade pública. Para proteger a universidade pública, que é melhor que a privada, diz que a universidade pública deve abrir suas portas para o dinheiro privado.
No fundo, o que a sua solução esconde é a tentativa de privatizar o ensino público. Ora, não se tendo conseguido fazer com que as entidades privadas prevalecessem no cenário educacional, busca-se fazer com que o ensino público forneça o material humano necessário para os fins da iniciativa privada.
A dificuldade econômica pela qual passa a universidade pública é fruto de uma negligência proposital do Estado com o ensino público, que se pretende compensar com o investimento privado.
Este último cria, na verdade, uma perigosa promiscuidade que desvirtua a razão de ser do ensino público, que deve se voltar para os problemas sociopolítico- econômicos gerais do país.
Mas mais grave ainda é a forma pela qual se vislumbra tal “parceria”. Na Faculdade de Direito, ela se fez para duvidosas reformas arquitetônicas que nada acrescentaram à melhoria do ensino. Além disso, para se chegar a tanto, foram desrespeitados diversos preceitos da ordem jurídica. O que o reitor chama de “modernização” constituiu grave ilegalidade.
Cumpre resgatar o respeito à ordem jurídica, ainda mais à luz do grotesco episódio de transposição dos livros das bibliotecas departamentais, da noite para o dia, para um prédio desprovido de condições, e cuja devolução ao local de origem, por determinação do Ministério Público, vem se arrastando há mais de três semanas…
Tais ilegalidades justificariam um processo de improbidade administrativa contra o reitor, que, além do mais, em entrevista recente à Rede Bandeirantes, referiu-se à USP, faltando com o decoro acadêmico mínimo, como “terra de ninguém”, “tomada por invasores” e “assemelhada a morros do Rio de Janeiro”, em vias de “virar um Haiti”.
O grande passo que precisa ser dado pela USP é a sua reestruturação, buscando a democratização interna e externa, mediante o voto universal, condição para uma estatuinte e um processo rumo à superação do vestibular, visando o acesso universalizado à universidade pública, tal como é no México e na Argentina há quase um século.
O reconhecimento republicano da igualdade de voto e de cidadania de professores, estudantes e trabalhadores supõe o respeito pleno às manifestações dos servidores que legitimamente lutam por direitos.
A reitoria afirma que os trabalhadores em greve estão cometendo uma ilegalidade e comete o abuso de cortar o ponto de mil servidores, mirando com suas punições principalmente alguns de menor salário.
Mas a greve é um direito fundamental consagrado e, sobretudo, se justifica quando os trabalhadores são atingidos, na sua concepção, por ilegalidades cometidas pelo empregador. Negar a greve como um direito e fixar represálias ou coações constitui, por si, um grave atentado à democracia.
Todos os que prezam o regime democrático devem se alinhar com os trabalhadores da USP, que fazem história com suas lutas, contribuindo vivamente para a democratização da universidade, tal como os operários do ABC que, nos idos de 1978-80, desafiaram publicamente a repressão e levaram à reconstrução da ordem jurídica do país.

FRANCISCO DE OLIVEIRA é professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (FFLCH-USP).
PAULO ARANTES é professor da FFLCH-USP.
LUIZ RENATO MARTINS é professor da Escola de Comunicações e Artes da USP.
JORGE LUIZ SOUTO MAIOR é professor associado da Faculdade de Direito da USP.

24/06/2010

Movimentos são impedidos de entrar em estádio e se manifestar contra Belo Monte
O início desta semana foi marcado por persistentes manifestações contra a visita do Presidente Lula a Altamira, no Pará, região Norte do Brasil. Nesta terça-feira, centenas de ribeirinhos, indígenas, ambientalistas, membros de movimentos sociais, estudantes e demais atores sociais contrários à construção da hidrelétrica Belo Monte se reuniram para manifestar descontentamento com a atitude "ditatorial" do Presidente.
A notícia é de Natasha Pitts e publicada pela Adital, 22-06-2010.
"A manifestação de ontem foi realizada para passar um recado para o Lula. Acredito que nós conseguimos mostrar que não estamos satisfeitos com a construção de Belo Monte", esclareceu Michel Alves, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), fazendo referência ao bloqueio, realizado nas primeiras horas de ontem (21), por cerca de 400 manifestantes na rodovia Transamazônica.
Na manhã de hoje, por volta das 8 horas, as mobilizações recomeçaram. Os manifestantes se concentraram na Praça do Matias, na orla do cais de Altamira, de onde seguiram em caminhada para o Estádio Bandeirão, local em que o presidente Lula esteve presente para lançar os projetos de asfaltamento da Transamazônica, o programa Luz para Todos e a hidrelétrica de Belo Monte.
"Hoje, a maior parte dos manifestantes foi impedida de entrar no estádio. É muito triste uma situação dessas, pois prova que o governo do Estado do Pará e o governo Lula não querem nos escutar. Para nós Lula é um covarde, que está impondo uma ditadura, pois não escuta a população, mas apenas alguns grupos que estão a favor da construção da hidrelétrica", desabafa Michel.
Durante a programação promovida no Estádio, uma situação chamou a atenção. Um representante dos povos indígenas do Xingu entregou uma carta ao presidente Lula manifestando a vontade do seu povo de que hidrelétrica fosse construída.
De acordo com Michel, algumas lideranças estão sendo cooptadas e compradas para repassar às autoridades e ao mundo uma imagem distorcida do que os povos do Xingu realmente querem. "Os caciques estão contra Belo Monte", garante.
Após o fim das atividades no Estádio Bandeirão e com a partida do Presidente, os manifestantes retornaram para casa. A visita de Lula foi apenas mais uma oportunidade de mostrar a total insatisfação com a realização de um projeto que passou por cima dos interesses do povo e desrespeitou a legislação ambiental.
"As manifestações por hoje estão encerradas, mas nós estamos voltando para casa com a intenção de já começar a planejar novas lutas e ações", assegura Michel.
 
Fonte:http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=33667

23/06/2010

Derrame de petroleo no Golfo do México texto em espanhol

Derrame de petróleo en el Golfo de México


El capitalismo destruye el medio ambiente


El 20 de abril, fecha en que se conmemoraba el “Día de la Tierra”, explotó y se hundió la plataforma de extracción petrolera “Deepwater Horizon”, ubicada en el Golfo de México, a 75 km de la costa del Estado de Luisiana (Estados Unidos). La explosión, provocada por un aumento de presión en el pozo, dejó un saldo de 11 trabajadores muertos y 115 evacuados. Una de las peores catástrofes ecológicas en la historia causadas por una multinacional petrolera. La explosión dejó abierto el pozo ubicado a 1,5 km de profundidad. Todos los días, unos 25 mil barriles de crudo (800 mil litros) se esparcen por el mar. La superficie afectada por el derrame supera los 1.550 km2, siete veces más grande que la superficie total de la Ciudad de Buenos Aires. También afecta 190 km de playas y estuarios en Estados Unidos, y los ecosistemas marinos y costeros. Poniendo en peligro a más de 400 especies animales y vegetales, incluido el delta del Río Misisipi, hogar de grandes colonias de aves. Además, golpea a la industria pesquera artesanal (ostras y camarones) y turística.


British Petroleum (BP) es la multinacional que usufructuaba la plataforma. La misma empresa británica que está detrás de la exploración de petróleo en Malvinas y es socia de Repsol YPF en la elaboración de combustibles para aviones. Es la mayor extractora petrolera del Golfo de México, donde hay 4 mil plataformas similares. Su titular, Tony Hayward, minimizó el impacto de la catástrofe describiendo a la fuga como “muy, muy modesta”.

Los ejecutivos de BP conocían la existencia de “serios problemas” en la plataforma desde hace 11 meses y no hicieron nada. El ingeniero en Perforaciones, Mark Hafle, denunció “problemas técnicos en el agujero de perforación” y que “la válvula de seguridad que debía impedir que el crudo fluya al mar podía colapsar bajo alta presión”. (The New York Times, 13/6/10). A su vez, en 2009 BP había tenido que pagar una multa de 65 millones de euros tras una explosión en la refinería Texas City donde murieron 15 trabajadores. Senadores demócratas debieron reconocer que “no es un incidente aislado”, ya que desde 2001 se registraron 858 incendios en plataformas del Golfo de México. En enero de este año, la colisión de dos barcos provocó el derrame de 1,5 millones de litros de petróleo.

El presidente estadounidense, Barak Obama, señaló que le “gustaría saber a quién patear el trasero”. Pero la trayectoria mortífera de BP no era desconocida por su gobierno. Obama se ha limitado a exigir a la empresa la creación de un fondo de reparaciones de sólo us$ 20 millones, mientras el Primer Ministro Británico, David Cameron, defiende a la petrolera británica con ganancias de us$ 20 millones anuales.


Gobiernos como el de Obama y Cameron garantizan a cualquier costo las ganancias de multinacionales que violan las condiciones mínimas de seguridad y laborales, dejando cientos de muertos y destruyendo el planeta. El capitalismo decadente es responsable de esta nueva catástrofe. Hay que exigir la expropiación de BP para ponerla a funcionar bajo control de sus trabajadores, y que pague todos los daños. Hacer lo mismo en Argentina, estatizando Repsol-YPF y demás empresas contaminantes. Llamando a enfrentar a este sistema capitalista-imperialista, luchando por un gobierno de los trabajadores en camino al socialismo, única forma de poner el planeta al servicio de las necesidades populares, no de multinacionales de la muerte.

FONTE: Argentina,Izquierda Socialista

Multinacionais na China:Fim da Festa? texto em espanhol

Marcelo Justo

BBC Mundo


Protestas chinas


Flores para los muertos de Foxconn.


Más que paraíso de los trabajadores, China ha sido durante las últimas décadas paraíso de las multinacionales: salarios ínfimos, cero sindicatos, cero huelgas.


Nada mejor para las ganancias empresariales que esa combinación de factores bajo la severa mirada del Partido Comunista Chino (PCCH).



Las cosas están cambiando. El caso de los suicidios en la Taiwanesa Foxcoon y el fuerte aumento salarial concedido por esa compañía y la japonesa Honda Motor son señales de que empiezan a soplar nuevos vientos en ese extraño matrimonio entre multinacionales y un gobierno nominalmente marxista.

Foxconn, la empresa de productos electrónicos que más trabajadores contrata en el mundo, se vio sacudida en lo que va del año por el suicidio de 10 trabajadores y anunció que daría un aumento del 33% de los salarios en medio de serios cuestionamientos a las condiciones laborales de la empresa.



clic Lea también: nuevo aumento en "fábrica de los suicidios"



Honda Motor resolvió una huelga iniciada a mediados de mayo con un aumento del 24%.



Según el China Labour Bulletin (CLB), una publicación sindical china editada en Hong Kong, estos conflictos muestra cambios en la relación de fuerza entre trabajadores y multinacionales.



"Desde principios de década hemos tenido conflictos diarios, pero antes eran mucho más por violaciones de las condiciones básicas, como atraso en los pagos. En los últimos tiempos el motivo principal ha sido una lucha activa por una mejora de las condiciones laborales y salariales", señaló a BBC Mundo el portavoz en inglés de LAB, Jeffrey Crothall.

¿Qué dice el Partido?



En la prensa china las huelgas han tenido un inusual grado de cobertura y apoyo.



"En las tres décadas desde que se abrió la economía, los trabajadores han sido los menos beneficiados por la prosperidad económica. Los paros en Honda iluminan la necesidad de una organización laboral de los trabajadores", señala el Global Times de China.



Las "tres décadas" se refieren al viraje que dio China luego de la muerte de Mao Tse Tung en 1976 cuando, bajo el liderazgo de Deng Xiao Ping, el credo estrictamente comunista fue reemplazado por el de "hacerse millonario es bueno" en una economía abierta al mercado y la inversión extranjera.



En más de un sentido estos objetivos se cumplieron.



Según el informe sobre riqueza en China 2010 del Hurun Research Institute hoy unas 875.000 personas tienen fortunas de más de un millón de dólares.



En 1985 la inversión extranjera directa en China arañaba los mil millones de dólares: 20 años más tarde se ubicaba en torno a los US$60.000 millones.



El problema es que los millones no han llegado a los trabajadores, presunta base política del PC Chino y pilar retórico del discurso comunista.

La clase obrera va al paraíso



Como parte del giro pro-capitalista de Deng Xiao Ping, se suprimió en 1982 el derecho constitucional a la huelga, algo que incrementó la reputación de China como "paraíso de las multinacionales" y dejó a la intemperie a una población china ya debilitada por la sobreoferta de fuerza laboral en el mercado.



Los casos de sobreexplotación por este giro tienen en su extremo las condiciones ultra precarias en las minas (más de 3.000 muertos en 2008) y el trabajo esclavo, que ha incluido casos de explotación infantil.



Esta situación ha generado fuertes debates en el interior del partido y el gobierno, siempre preocupado por el peligro de disturbios sociales en una población de 1.300 millones de personas.

Congreso del Partido Comunista Chino



Congreso del Partido Comunista Chino: entre los trabajadores y las multinacionales



Una señal de estos debates es el apoyo de algunos medios a las huelgas y la aparición de figuras populistas, como Bo Xilai, jefe del Partido Comunista de Chongqing, en el centro del país.



Otro signo es el anuncio a principios de junio de un aumento salarial para los funcionarios públicos de Pekín de un 20%, en línea con lo que viene sucediendo en provincias y municipios del país.



En cambio en una reciente huelga en una empresa algodonera en Henan la policía detuvo a unas 20 trabajadoras acusándolas de "perturbar la producción".



"No hay una reacción monolítica de las autoridades. En algunas ciudades y municipios ha habido una actitud contemporizadora. En otras se ha elegido la confrontación", señala Crothall.

Tendencias profundas



En 2007, a raíz de denuncias de trabajo esclavo, el Congreso Nacional del Partido Comunista aprobó una ley de contratos laborales que modificó el desierto legislativo en la materia.



Tanto la Cámara de Comercio de los Estados Unidos en Shanghai como la de la Unión Europea se quejaron de que la nueva legislación "restringiría la flexibilidad" (argumento europeo) y "tendría un impacto negativo en las inversiones" (argumento estadounidense)



Los conflictos en Honda y Foxcoon han servido de sustento a estas advertencias sobre peligros para el modelo económico chino.



Sin embargo, según algunos análisis, estos cambios en el modelo responden a tendencias socioeconómicas profundas tanto para las multinacionales como para los trabajadores:



*el modelo chino de tejidos productivos significa que cada industria tiene redes de proveedores locales esenciales en el costo final del producto.



*el gobierno chino impulsa un modelo de crecimiento con mayor incidencia del consumo doméstico.



*a nivel demográfico, la política de una familia un hijo y el desarrollo de distintas zonas del país ha achicado la fuerza laboral inmigrante (unos 135 millones de personas) que abarataba la mano de obra.



Esto no quiere decir que no vaya a haber tensiones en el camino. Delta electronics decidió hace dos años crear una nueva compañía en Wuhu, provincia de Anhui, donde el salario es poco más de la mitad de lo que pagan en su casa matriz, Wujiang.



Más que irse, las multinacionales pueden cambiar de lugar en la misma China para seguir gozando de la mano laboral superbarata.

CONTRA O PRECONCEITO

O PREÇO DA LIBERDADE NO OLARIA


Mais uma vez, o Olaria está no debate sobre a questão da homofobia. Em recentes declarações ao jornal Zero Hora, o proprietário da rede de cinemas Guion,Carlos Schmidt afirmou: “o descaso e a negligência do poder público permitiram uma permissiva aglomeração na Rua Lima e Silva, o que impede e oprime quem tentar usar de seu direito de ir e vir”. Se hoje existe esse “descaso e a negligência” do poder público, ele é fruto de uma atitude homofóbica e preconceituosa do próprio empresário e de outros do Centro Comercial Nova Olaria, que em 2005, expulsaram com agressões físicas alguns jovens (em número infinitamente menor do que hoje) que frequentavam o local. O conflito central do Olaria está relacionado, na verdade, a uma questão de classe social e poder aquisitivo, em que o preconceito a LGBTs e negr@s acaba servindo como desculpa para justificar a exclusão destes jovens.

Os jovens que se reúnem na frente do Centro Comercial Nova Olaria o fazem nesse local por falta de oportunidades. É fato que, por uma questão também cultural, em inúmeros espaços públicos e privados de Porto Alegre as pessoas LGBTs são impedidas de freqüentar tais espaços pela sua expressão sexual. O proprietário dos cinemas Guion atribui a queda no público nos seus cinemas à “aglomeração” de jovens aos domingos. Para nós, tal fato se deve, sobretudo, aos altos preços dos ingressos cobrados no cinema e nos demais estabelecimentos, que são muito superiores à renda da maioria da população da cidade, incentivando a exclusão cultural.

O sr. Carlos Schmidt é dono do cinema Guion,mas não da rua Lima e Silva. A rua é um espaço público de livre circulação de pessoas, que devem ter garantido os seu direito de ir e vir, o que dentro do Centro Comercial foram impedidos. O senhor Carlos quer que a rua Lima e Silva sirva apenas aos seus negócios e a seus clientes e não aos centenas de jovens LGBTs que todos os domingos ocupam esse espaço público, com o único intuito de encontrar amigos. A aglomeração existente neste local hoje em dia deve ser trabalhada de forma a ressaltar questões culturais das “tribos” ali presentes, como feiras culturais, shows e atividades que integrem esta juventude e não as excluam da forma mais fácil e agressiva, na evacuação por parte da PM, pois não pode ser tratada como caso de polícia.

Inúmeras vezes procuramos os empresários para um diálogo, seja através do Ministério Público, do Conselho Municipal de Direitos Humanos, das ONGs e tantos outros espaços, mas houve sempre negligência pela administração do estabelecimento. Não entraremos nesta nota pública sobre atitudes isoladas que possam ocorrer no coletivo das pessoas que lá freqüentam, mas ressaltamos que as atividades relatadas acima poderiam minimizar estes fatos, normais quando há muitas pessoas juntas.

Se o princípio do conflito foi ocasionado pelo próprio Olaria, hoje segue com a conivência do poder público e não será com a força policial que acabará o conflito no local, mas com acesso cultural, lembrando neste momento a própria criação do Centro Comercial que foi construído com a lógica de “abraçar todas as tribos”, por isso é um espaço a céu aberto, com roupas, cafés, filmes que correm pelo meio alternativo cultural, mas infelizmente para uma determinada classe social. Para que atitudes como essa acabe, é necessária a aprovação de leis que ajudem no fim do preconceito e da discriminação, como o PL122 que irá criminalizar as práticas homofóbicas no Brasil e a aplicação das leis já existentes como o artigo 150 da Lei orgânica de Porto Alegre e a Lei Estadual 11.872/02.


Desde 2007, o Grupo Desobedeça GLBT realiza a manifestação pública “MINI PARADA” e todos anos segue para a frente do Olaria na busca de um diálogo, para que discursos e práticas como essas não se repitam. Por isso, neste ano, estaremos novamente na frente do Centro Comercial Nova Olaria, até que esta realidade seja transformada.


Porto Alegre, maio de 2010

DIA 27 É DIA DE MINIPARADA