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01/12/2010

Balanço das eleições do DCE da UFRGS

COLETIVO VAMOS Á LUTA RS

Balanço das eleições do DCE da UFRGS:
AGORA É chapa 3 UFRGS Pública e Popular –Oposição Unificada

 Nós do Coletivo Vamos à Luta RS,viemos saudar a todos os mais de 740 apoiadores da  chapa 3 e a todos os 2.354 colegas  que acreditaram que é possível lutar por uma UFRGS mais pública,Popular e de qualidade.A vitória da chapa 3 é a vitória da unidade,dos coletivos de estudantes,dos CAs e DAs,de todos aqueles que não aceitavam ver o DCE na mão de aprendizes de políticos corruptos,que trouxeram a Yeda para a universidade. A vitória da chapa 3 foi nas urnas,de forma democrática,por isso o Vamos à luta repudia as ameaças,agressões e toda a sorte de golpes baixos deflagrados pela chapa 1 de forma desesperada e golpista.O nosso método é o da mobilização e não o do medo.

Nós do Vamos à Luta somos entusiastas da unidade dos que lutam,porque somente com unidade e independência de governos e de reitorias é possível construir um movimento estudantil autônomo e comprometido com as demandas de todos os estudantes da UFRGS.Temos um grande desafio a frente do DCE,transformar o DCE em um grande movimento de estudantes que esteja na base dos cursos e reflita as mais diferentes realidades e problemas.Com Dilma os cortes na educação Pública,vão continuar e podem até aumentar,por isso temos que estar alerta e articulados com outros DCEs de luta do Brasil na construção do Fórum de Uberlândia.

resultado 
Chapa 1 - DCE Livre - Votos: 1.130
Chapa 2 - A UFRGS não pode parar! Oposição de Verdade! - Votos: 887
Chapa 3 - UFRGS Pública e Popular - Oposição Unificada - Votos: 2.354
Chapa 4 - DC’És - Singular, Plural e Coletivamente - Votos: 64

Brancos: 33

Nulos: 59

25/05/2010

Convocatória de reunião Extraordinária
do Conselho das Entidades de Base (CEB)
da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Em conformidade com o inciso III do artigo 21 do capítulo IV do Estatuto do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFRGS, as entidades signatárias convocam a Diretoria Executiva do DCE, os Centros e Diretórios Acadêmicos para sessão extraordinária do CEB que será realizada no dia 27 de maio às 18h30 na sede do Diretório Acadêmico da Economia, Contábeis e Atuariais.
 
Pauta Única Formação de uma Comissão do CEB para tratar em âmbito restrito e controlável – mas mais amplo e superior ao da estrita Diretoria Executiva do Diretório Central dos Estudantes (DCE) – de possível conflito entre os membros da diretoria e a entidade como um todo, como se depreende haver indícios a partir das declarações do advogado Régis Antônio Coimbra, o qual alega ter encaminhado documento endereçado não só à Diretoria Executiva do DCE, mas também ao Conselho das Entidades de Base ou à Assembléia Geral, relatando, entre outras questões, fatos que, em tese, tipificariam crimes praticados contra o DCE por membros da Diretoria ou titulares de cargos criados por esta.

CAAR CABAM CADAFI CAEG CASL CEBIOM CECS CERI CEUE CHIST
DABMAR DACOM DAECA DAEE DAEFI
DAFA
DAFE DAFF DAIB DAOS DAQ
DEAMB

18/05/2010

Nota da Juventude Vamos à luta em Repúdio à ação ocorrida na sede central do DCE

Nós do vamos à luta viemos por meio desta nota repudiar o fato ocorrido na sede do  DCE neste último dia 12. Somos contra métodos antidemocráticos de se fazer oposição  e lembramos a tod@s que o único beneficiado pelo uso político dessa fato,através de diversas mídias , com este incidente é a atual gestão do DCE,o MEL.
Queremos deixar bem claro que, apesar de sermos contra esta política corporativista das pessoas que hoje ocupam o DCE, não faz parte dos nossos métodos a violência para impor nossa posição. Violência esta utilizada pela atual governadora Yeda, que durante o seu governo mandou reprimir professores e sem-terras (inclusive com o assassinato de elton brum  ainda não resolvido ) e que hoje aparece ao lado do DCE – Livre.Violência também utilizada em 2007, quando durante a ocupação da reitoria um grupo clandestino de extrema-direita, armados com tacos de beisebol,agrediram os manifestantes ali presentes.Não podemos esquecer que o DCE no dia 5 de março desse ano ficou do lado da Reitoria que mandou bater nos estudantes e servidores que exigiam mais democracia nas discussões sobre o parque tecnológico.O DCE se  colocou junto as grandes empresas,qualificando seus colegas de universidade de baderneiros e vândalos.Por isso, achamos necessário que se investigue esta ação e que os responsáveis, sejam eles quem forem , recebam sua punição.

ASSINADO: JUVENTUDE VAMOS A LUTA UFRGS       

19/04/2010

Estudantes na UNAMA se mobilizam pela redução da mensalidade

Na última sexta-feira, 16/04, depois da mesa de movimento estudantil do Encontro Regional dos Estudantes de Serviço Social, cerca de 300 estudantes realizaram uma mobilização na Universidade da Amazônia (UNAMA) pela redução da mensalidade na universidade. O centro da pauta era a mensalidade do curso de serviço social que é a mais cara do curso na região norte. Os estudantes ocuparam o hall da reitoria e depois de protocalada a pauta fecharam a Alcindo Cacela, rua em frente a universidade.

Além do DCE da UNAMA  e do Centro Acadêmico de Serviço Social, estiveram presentes várias outras entidades como e ENESSO (Executiva Nacional do Estudantes de Serviço Social), ENECOS (Executiva Nac. dos Estudantes de Comunicação Social), DCE da Esácio FAP, CACOS-Estácio FAP, CACOM-UNAMA, DCE UFPA, Coletivo Vamos à Luta e ANEL.


Sexta de Abril vermelho no ME do Pará
 
A sexta-feira no Pará foi um dia muito rico de mobilização. Enquanto a pauta na UNAMA era a redução da mensalidade, a faculdade de ciências sociais da UFPA foi ocupada em defesa de qualidade pro curso e o CACOS da FAP está programando uma resposta a mobilização contra as  taxas que começamos ano passado.

Nacionalmente tivemos recentemente a mobilização na UFMT e nesse momento acontece o FENEX como importante espaço de articulação da unidade do movimento estudantil a partir da luta real.

Esse fatos nos mostram que existe um grande espaço para a construção de um novo movimento estudantil que supere a forma burocratizada de organização que é hoje a UNE. Esse novo movimento entretanto surge das lutas e das pautas objetivas que temos para atuar em comum em defesa de uma educação de qualidade, seja a partir das lutas na pagas contra mensalidades e taxas, seja nas públicas contra a precarização do ensino. 
abços e bjos

Vamos à Luta!!!!

Júlio Miragaia
DCE Estácio-FAP
ENECOS Regional Norte
Juventude Vamos à Luta-Pará!!!

Estudantes e PM em confronto antes de eleição para governador do DF

Manifestantes e policiais militares entraram em confronto neste sábado em frente à Câmara Legislativa do Distrito Federal, que realiza hoje eleições indiretas para eleger o novo governador do DF. Contrários às eleições indiretas, um grupo de mais de cem estudantes tentou invadir a sede do Legislativo do DF e foi contido pelos policiais --o que deu início ao tumulto.
 
Pelo menos três manifestantes e um policial ficaram feridos durante a confusão, e dois estudantes foram presos pela Polícia Militar. O estudante de Relações Internacionais da UnB (Universidade de Brasília), Sólon Carvalho, foi levado ao serviço médico da Câmara Legislativa com ferimentos na cabeça. O jovem será encaminhado a um hospital para atendimento médico. "Eu caí no chão e a polícia começou a me bater", afirmou o estudante.

Um dos policiais foi atingido por uma pedra na altura do ombro, e também seguiu para atendimento médico. A Polícia Militar instalou barreiras para conter os manifestantes, mas um grupo de cerca de 30 conseguiu chegar em frente à Câmara Legislativa para protestar contra as eleições indiretas.

O advogado Márcio Freitas Filho, ferido durante a confusão, disse que foi atingido pelos policiais ao ajudar um colega que também estava caído no chão. "Eu vim acompanhar a manifestação para atingir abusos que firam os direitos humanos. Um policial veio para cima do estudante sem controle, me empurrou, caí e me machuquei", afirmou.

Os policiais, por sua vez, afirmam que os estudantes deram início ao confronto jogando paus e pedras sobre os militares, o que obrigou o grupo a reagir. A PM pediu reforço do Bope (Batalhão de Operações Especiais) do DF para conter os manifestantes --que não conseguiram invadir a sede do Legislativo local.

16/04/2010

Moradores protestam por moradias em Niterói-RJ


Representantes de dez comunidades atingidas pelos deslizamentos participaram de ato. Parentes acenderam velas em memória aos mortos.


Moradores de dez comunidades atingidas pelos deslizamentos provocados pela chuva em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, se reuniram na noite desta quinta-feira (15), em frente à prefeitura, para pedir a construção de moradias e soluções para as áreas afetadas.

De acordo com a Polícia Militar, cerca de 400 pessoas participaram do ato. No entanto, os organizadores do movimento afirmaram que o número de manifestantes chegou a mil.
Os líderes comunitários fizeram uma lista de reivindicações e apresentaram para os secretários de Habitação, Assistência Social, Integração Comunitária e de Governo. O prefeito Jorge Roberto Silveira não participou do encontro.

Ao som do funk “Eu só quero ser feliz”, os manifestantes caminharam pelas principais ruas do Centro de Niterói. O trânsito ficou complicado em algumas vias, como a Avenida Amaral Peixoto e a Rua da Conceição.

Em frente à sede da prefeitura, os parentes das vítimas dos deslizamentos estenderam cartazes, acenderam velas e jogaram rosas em memória aos mortos na tragédia.

14/04/2010

DEMOCRACIA E NOVA FORMA DE INGRESSO NA UFSM
 
Há alguns dias, a comunidade acadêmica foi surpreendida com uma proposta de mudança da forma de ingresso na UFSM, que a Reitoria tenta aprovar a toque de caixa, sem o devido debate. Em artigo publicado neste jornal, no dia 12 de abril, o Pró-Reitor de Graduação, Prof. Orlando Fonseca, coloca que a proposta foi apresentada à comunidade acadêmica em audiências, entretanto, a democracia com que se deu o processo é uma falácia. As audiências, que ocorreram em 6 Centros (e não 7, como afirma Fonseca) foram propositadamente esvaziadas pela reitoria, pela  precária divulgação das mesmas. A UFSM dispõe de um banco de dados, através do qual todos os acadêmicos, professores e funcionários poderiam ser avisados, via e-mail, das reuniões, mas isso não ocorreu. Além disso, foram totalmente alijados dos debates o CCS e o CCSH, sendo que o segundo abriga alguns dos cursos historicamente mais propositivos e combativos da UFSM. O Prof. Fonseca também afirma em seu artigo que esteve presente em debate na sede da SEDUFSM, mas esquece de dizer que, após breve apresentação da proposta, ele e o Vice-Reitor se retiraram sem participar do debate real.
Nós, do MCC, acreditamos que uma mudança como essa só pode ocorrer com base em um debate exaustivo e universal, que englobe não só a comunidade acadêmica, mas a sociedade em geral, principalmente os diretamente interessados, como movimentos sociais, movimento estudantil, sindicatos de trabalhadores (em especial os trabalhadores em educação), associações comunitárias, grêmios estudantis, etc.
Assim, conclamamos a população a se manifestar contra a aprovação da atual proposta da Reitoria, a reivindicar um amplo e aprofundado debate sobre a questão do ingresso na UFSM, defendendo uma proposta que contribua para a construção da universidade que queremos, e também pela democratização dos órgãos decisórios da instituição (como o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, que julgará o mérito da proposta), cujos estatutos - heranças do período ditatorial brasileiro - permitem que decisões sejam tomadas de forma anti-democrática, por uma cúpula que detém em suas mãos o poder de determinar os rumos da universidade.

Ciro Oliveira
Diretório Acadêmico das Ciências Sociais e Sociologia
Movimento Construção Coletiva - MCC

  FONTE:http://www.mcc-sm.blogspot.com/

11/04/2010

Rio de Janeiro: Solidariedade à população vitima das enchentes.
 
Os últimos dias têm se convertido em um verdadeiro pesadelo para a população do Rio de Janeiro. A forte chuva que caiu sobre o estado, na segunda-feira dia 05 de abril, teve um efeito devastador, deixou a população em pânico e um saldo de mais de 150 vitimas até agora e mais de 13 mil desalojados.
Foi uma das maiores chuvas dos últimos tempos; em apenas um dia choveu o dobro da média esperada para o mês de abril, atingindo 280 milímetros de água. É um fato que ninguém poderia impedir que a chuva caísse, mas é um fato também que uma catástrofe, desse nível, poderia ter sido evitada, caso tivesse um alerta das autoridades competentes e uma política de prevenção e investimentos em infra-estrutura que evitassem a imensa perda de vidas humanas.
 
O descaso das autoridades é o verdadeiro responsável por essa catástrofe.
 
 As verbas do Ministério de Integração destinadas a prevenção de catástrofes tem sido minguadas. O relatório da auditoria do Tribunal de Contas da União mostra que os recursos distribuídos e efetivamente aplicados são insignificantes.  Entre 2004 e 2009 dos R$ 358 milhões destinados a essa rubrica, apenas 0,65% desse montante foram destinados ao estado do Rio de Janeiro. Infelizmente o Presidente Lula e o governador Sérgio Cabral fez uma declaração culpando tão somente a ocupação desodernada das encostas, o governador Sergio Cabral repete a mesma desculpa usada para justificar a tragédia em Angra dos Reis: a culpa é dos moradores das comunidades que residem em áreas de riscos. Enquanto o prefeito do RJ Eduardo Paes responsabiliza a natureza e o Prefeito de Niterói Jorge Roberto Silveira declara que nada se podia fazer.
Uma grande parte dos moradores do estado constroem suas casas nos morros, porque não tem alternativa, pois não existe nenhuma política para acabar com o déficit habitacional e garantir a construção de casas populares. E o que fizeram os sucessivos governos estaduais e municipais? Cadê o dinheiro dos royalties que deveria ser investido em benefício da população?
Nós, trabalhadores e moradores do estado do Rio de Janeiro ficamos horas e passamos a noite em claro nos engarrafamentos, conseguindo chegar em casa somente na manhã do dia seguinte e sem saber de fato como íamos encontrar nossos familiares. Enfrentamos inundações e desabamentos em diversos pontos, com bueiros entupidos, lixo boiando e com crateras que se abriam devido a força da água. Enfrentamos poças de águas, que, mas pareciam córregos, correndo o risco de pegar doenças como leptospirose. Vimos nossas casas destruídas e o pior: nossos parentes e amigos soterrados. Nós sabemos muito bem quem são os verdadeiros responsáveis por essa calamidade que se abateu sobre nós: os governos federal, estadual e municipais, que nada fazem para resolver nossos reais problemas, que desviam os recursos que deveriam se investidos em infra-estrutura, limpeza de bueiros, em projetos de drenagem,  em política habitacional de construção de casas populares para as famílias de baixa renda, entre outros.
 
30 pontos de desabamentos somente em Niterói.
 
A cidade de Niterói foi a mais atingida, ao menos, foram registrados 30 pontos de desabamentos de encostas em toda a cidade, resultando em 79 vitimas. A procura por desaparecidos continua e a população segue em estado de alerta, pois permanece o risco de novos desabamentos.
Esta crítica situação coloca às claras o descaso do governo do Niterói. No ano 2006, a pedido da Prefeitura, o Núcleo de Estudos e Projetos Habitacionais Urbanos (Nephu) da Universidade Federal Fluminense elaborou um plano de prevenção de riscos de deslizamentos e enchentes com custo estimado em R$ 44 milhões que não foi implementado.  Na ocasião foram listados 142 pontos de risco de deslizamento. Segundo o jornal O Globo (08/04/2010), o projeto contrasta com o orçamento da Prefeitura para as ações de drenagem e intervenções em áreas de rico, que prevê gastos de apenas R$ 13,7 milhões do R$ 878 milhões das receitas municipais deste ano.
Após esse estudo nada foi feito para mudar essa situação, as dezenas de mortes poderiam ter sido evitadas caso o poder público tivesse colocado em prática o projeto de prevenção. 
Nesta quarta-feira dia 07 de janeiro, a direção do SINTUFF esteve visitando várias áreas dos morros de Niterói e vimos de perto à situação dramática dos moradores. As cenas eram chocantes, pessoas desabrigadas esperando uma ajuda que não chegava. A reclamação era a mesma: estamos esperando que as autoridades venham nos ajudar, mas até agora nada. Os próprios moradores retiravam os entulhos e até os corpos das vitimas de baixo dos escombros, a solidariedade entre os moradores nos comoveu. Falta comida, água potável e remédios. No morro 340, a população revoltada e como forma de protesto reteve o único carro da defesa civil presente no local.
Ainda estamos fazendo um levantamento dos trabalhadores da UFF vitimas dessa situação, pelo pouco que sabemos muitos tiveram vitimas entre seus parentes, casas destruídas, perdendo todos os seus pertences ou tiveram que sair as presas de suas residências, temendo por suas vidas. 
Exigimos também que se abra à emergência do Hospital Antônio Pedro para o atendimento de toda a população vitima das enchentes. Que o restaurante universitário seja aberto à população desabrigada e que a universidade disponha de locais para abrigar as pessoas que perderam suas casas. Já entramos em contato com a reitoria da UFF para que seja abonado o ponto de todos os servidores e todos trabalhadores terceirizados da universidade, que nesses dias não tiveram condições de trabalhar devido à chuva.
 
Toda ajuda humanitária a população desabrigada.
 
Prestamos toda a nossa solidariedade a todos que tiveram familiares mortos nessa tragédia. Somamos-nos a dor dessas famílias, que perderam seus entes queridos de uma forma tão brutal. Estaremos montando na sede do Sintuff, postos de coletas para arrecadar: alimentos, roupas e medicamentos, que serão destinados às famílias desabrigadas.
Exigimos do governo estadual que se decrete estado de calamidade e que se garanta a infra-estrutura necessária e o auxilio as famílias desabrigadas. Que se garanta um abrigo decente, com água potável, comida e atendimento médico as famílias até que a situação seja resolvida.
É necessário remover imediatamente todas as famílias em áreas de riscos, não podemos admitir que aconteça mais uma tragédia como a do morro do bumba em Niterói, aonde se estima que 60 casas tenham sido soterradas. Essa tragédia poderia ter sido evitada, caso a prefeitura de Niterói tivesse feito a remoção dessas famílias.
Que se desenvolva de forma imediata um plano para cobrir o déficit habitacional em todo o estado, em especial na cidade do Rio de Janeiro e em Niterói, as mais atingidas, com a participação do corpo técnico da UFF, no caso de Niterói e da comunidade. Garantindo a construção de casas populares a todas as famílias desalojadas e as que moram em áreas de risco. Junto com um plano emergencial de obras de infra-estrutura nas principais vias e nos bairros para amenizar os efeitos das chuvas.
 
COORDENAÇÃO DO SINTUFF
Coletivo Vamos à Luta!
“Do caos à lama”
Nota sobre a situação no Rio de Janeiro.
 
O Caos!
 
Estamos vivendo dias de caos no estado do Rio de Janeiro. Desde a noite da última segunda-feira (05/04) o Rio tem sofrido com fortes chuvas que abalaram todo o seu funcionamento. Desde o incômodo de pessoas com dificuldade de locomoção até milhares de desabrigados e desalojados, e pior ainda, até agora são 179 mortos. Este último número, infelizmente, irá subir nas próximas horas.
A região metropolitana foi a mais afetada, mas cidades da baixada como Nilópolis, da região dos lagos como Maricá, Araruama e Saquarema, dentre outras, também foram atingidas. As situações mais graves são as de Niterói, da capital e de São Gonçalo.
Em Niterói já são mais de 75 mortos e é onde o número mais tende a subir. No morro do Bumba, estima-se que pelo menos 200 pessoas possam estar debaixo dos escombros. Fora isso, no Morro do Estado, no Palmeiras e em outras localidades há também muitas vítimas.
Muitos lugares ainda estão sem luz e sem água. As aulas estão paralisados e muitos trabalhadores não conseguem chegar ao seu local de trabalho. Aos poucos, as cidades tentam voltar ao “normal”.
 
 
A lama!
 
Na manhã de terça, Lula esteve no Rio com Sérgio Cabral e Eduardo Paes para a inauguração do “PAC das comunidades” no Morro do Alemão. A inauguração não ocorreu porque a obra também estava debaixo d`água. Quando provocados por jornalistas todos eles tentaram colocar a culpa na natureza. Mas não apenas isso, foram além, e culpabilizaram a população pelo que estavam vivendo. No raciocínio de Cabral, Lula e Paes, a culpa pelas mortes e pelos desabrigados é justamente dos que morreram e dos que estão desabrigados, porque “escolheram morar em áreas de risco”.
Cabral que chorou por conta da emenda dos Royalties faz pouco caso da tragédia social pela qual o Rio está passando hoje.
Por trás desses discursos, há a tentativa de se eximir da responsabilidade por tantas mortes e sofrimento. Os verdadeiros culpados por tudo isso são em primeiro lugar Lula, Cabral, Eduardo Paes, Jorge Roberto Silveira e todos os demais prefeitos das cidades atingidas. Aos fatos:
 
1 - As verbas do Ministério de Integração destinadas a prevenção de catástrofes tem sido minguadas. O relatório da auditoria do Tribunal de Contas da União mostra que os recursos distribuídos e efetivamente aplicados são insignificantes. Entre 2004 e 2009 dos R$ 358 milhões destinados a essa rubrica, apenas 0,65% desse montante foram destinados ao estado do Rio de Janeiro. E dados do “Contas Abertas”, mostram que desde o início do ano até  nenhum centavo veio para o Estado do Rio;
 
2 – Cabral está no seu 4º ano de governo. O Estado do Rio recebe só de Royalties da exploração do petróleo anualmente 5 bilhões de reais. Em 4 anos são 20 bilhões. Não há nenhum programa do Governo Estadual de moradias para a população. A única medida que Cabral tentou efetivar foi a de “cercamento das favelas” para que novas moradias não fossem construídas.
 
3 – No caso de Niterói, o descaso do governo também é bastante nítido. No ano 2006, a pedido da Prefeitura, o Núcleo de Estudos e Projetos Habitacionais Urbanos (Nephu) da Universidade Federal Fluminense elaborou um plano de prevenção de riscos de deslizamentos e enchentes com custo estimado em R$ 44 milhões que não foi implementado. Na ocasião foram listados 142 pontos de risco de deslizamento. Segundo o jornal O Globo (08/04/2010), “o projeto contrasta com o orçamento da Prefeitura para as ações de drenagem e intervenções em áreas de risco, que prevê gastos de apenas R$ 13,7 milhões do R$ 878 milhões das receitas municipais deste ano.”
 
É por isso que afirmamos que as causas desse caos que estamos vivendo não são naturais. São políticas e sociais. Ficam claras as fragilidades em relação à habitação, saneamento básico, escoamento de águas pluviais, planos de emergência, saúde pública, etc.
 
A UFF tem que ajudar!
 
Estamos pressionando a Reitoria da UFF para que utilize suas possibilidades para ajudar as pessoas. Estamos exigindo: reabertura imediata da emergência do HUAP; liberação de espaços da Universidade para servirem de abrigo; abono de faltas de todos os funcionário efetivos e terceirizados destes dias e; liberação do bandejão para alimentação da população atingida.
 
 
Vamos à Luta!
 
A tarefa da juventude neste momento difícil deve ser a de cobrir de solidariedade à população de todo o Rio. Devemos construir comitês de coleta de donativos: alimentos, água, roupas, colchões, remédios, etc. Estamos ajudando diariamente no ponto de coleta de doações do HUAP. Quem quiser vir ajudar será muito bem vindo! Estamos organizando brigadas e indo aos lugares atingidos. Quando as aulas voltarem, temos que fazer isso também em nossos campi. Mas temos que ir além. O que nos difere do assistencialismo é justamente nossa ação política. Esta manhã estivemos na Assembléia dos moradores do Morro do Estado, onde estavam além dos moradores, várias entidades como o SINTUFF e o DCE da UFF. Deliberou-se a realização de uma grande manifestação pública em Niterói, no próximo dia 15/04 (quinta-feira) contra o descaso dos governantes. Temos que ajudar a construir este grande ato para pedir a cabeça dos verdadeiros culpados pelo caos.
 
    Coletivo Estudantil “Vamos à Luta!”
 
               Juninho: juninho.uff@gmail.com (21) 9394-6339
               Bárbara Sinedino: barbara2870@yahoo.com.br (21) 8873-6479
               Ciane: ciane.rodrigues@hotmail.com (21) 8546-8373
                Rafael Lazari: lazari.rafael@gmail.com (21) 7119-4732
                Marco Antônio “Amapá”: marcounifap@yahoo.com.br (21) 8691-9607
               André “Kbça”: andretertuliano@gmail.com (21) 9298-2282
 

07/04/2010

Mário Maestri fala sobre o Haiti parte.2

Mário Maestri fala sobre o Haiti parte.1

Não ao parque tecnológico!!!!!

Carta aos colegas estudantes, professores e funcionários da UFRGS

Desde o início do ano, nossa universidade esteve pautada pela discussão acerca do projeto de Parque Tecnológico da UFRGS. E às vésperas de sua votação no próximo CONSUN, que será nesta sexta-feira dia 9 de Abril, é necessário fazer uma breve avaliação a fim de reunir as conclusões de nossa luta e armar nossa ação para o dia 9.

Considerando:

1 Que o projeto de Parque Tecnológico da UFRGS consiste na abertura das portas da universidade em vista de atender às demandas das empresas que se alocarão e farão uso dos recursos técnicos materiais e humanos da universidade. Além de promover a cultura do empreendedorismo e da competitividade no ceio de uma instituição pública. E, portanto, um passo em frente à privatização da UFRGS. E vimos os resultados das privatizações na Saúde, Educação, Segurança pública e outros setores sociais, que hoje se encontram em sucata.

2 Que o projeto UFRGS - Tec. está em conformidade com a concepção de educação defendida e aplicada pelo Governo Lula em suas diversas expressões, no caso do parque, amparado pela Lei de Inovação Tecnológica e que, em vista disso, faz parte de um projeto mais global de sucateamento dos serviços públicos e privatizações, vinculado ao Banco Mundial e ao FMI.


3 Que o debate feito ao longo deste mês foi fruto de uma vitória do movimento organizado, e, em vista disso, se deu à revelia da reitoria, cuja postura sempre foi de cercear a discussão, inclusive apelando para a violência física contra os estudantes que exigiam um maior debate e democracia.

4 Que apesar de ser possível identificar a mudança de algumas expressões utilizadas pela reitoria ao argumentar sobre o Parque , não vislumbramos alterações de conteúdo do projeto que, de fato, mudem seu caráter inicial.

5 Que, embora uma vitória arrancada à força pelo movimento, os debates não serviram para efetivar a construção coletiva do projeto, tanto pela composição da mesa, quanto pelo fato de não serem deliberativos. No final das contas quem decidirá será o CONSUN, que além de tudo funciona por 70% 15%/15%!

6 Que neste caso não há como conciliar os interesses do povo e da comunidade acadêmica com os das empresas, sejam grandes ou pequenas, multinacionais ou nacionais. Hoje vemos e vivemos problemas seríssimos em nosso estado e país como o avanço da dengue e as enchentes, apenas para exemplificar. Enquanto a Universidade Pública deveria debruçar-se sobre estes problemas, o Parque Tecnológico não servirá à população que convive com isto, servirá apenas para maximizar o lucro de meia dúzia de empresas. E não há emenda que consiga transformar substancialmente o projeto, uma vez que sua essência consiste, e vai continuar consistindo, na privatização, na perda da autonomia de pesquisa, na abertura de outra fundação de apoio, na concepção de extensão como prestação de serviços e etc.

7 Que além de tudo, o projeto UFRGS-Tec não resolve o problema do acesso à universidade pública, não resolve as filas do RU, a falta de professores, funcionários, livros, assistência estudantil e etc. E que estes são assuntos muito mais urgentes. Os quais a reitoria e a comunidade acadêmica deveriam se debruçar com mais prioridade.

Chamamos a tod@s os estudantes e trabalhadores a comparecer em frente à reitoria para manifestar nosso repúdio e barrar este parque!

Contra a privatização da UFRGS!

Queremos verba pública para financiar a pesquisa autônoma e voltada para a maioria da população! 10% do PIB para a educação! 50% dos recursos gerados pelo pré-sal para a educação! Por extensão e assistência estudantil de verdade, não prestação de serviços, não somos mão-de-obra barata! Paridade nos conselhos já! O CONSUN antidemocrático não pode votar o parque! Pela revogação da Lei de Inovação Tecnológica do Governo Lula! Tecnologia para acabar com as filas do R.U! Abaixo a Reforma Universitária de Lula e FMI!

Compareça ao CEB auto-convocado dia 07 de Abril local na FACED sala 601 as 18:30! E venha se MANIFESTAR dia 9 NA REITORIA!

DAEFi – Juventude Vamos à Luta – Coletivo Pode Chegar - Juventude Alternativa Socialista