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10/05/2010

Ato do 1 de Maio no RJ


Vídeo-documento sobre o 1 de maio de 2010 no RJ.Importante relato da luta do povo de Niterói em unidade com os trabalhadores exigindo dos governantes (Lula,Cabral,e o prefeito) que reconstruam as suas casas destruídas pela enchente.

19/04/2010

desastre em Niterói-RJ - A maior Emergência da cidade

Emergência do HUAP aberta? Desde quando, Tarcísio?


Em reiteradas ocasiões, o SINTUFF exigiu a reabertura da emergência do HUAP, pois a partir do seu fechamento arbitrário, a cidade perdeu o ponto de referência de saúde mais importante. Não existem outras emergências de grande porte além do hospital Azevedo Lima. Essa emergência está superlotada e impossibilitada de atender tantas demandas com a mesma quantidade de profissionais de saúde que existia quando funcionava a emergência do HUAP. Assim, a população de Niterói está sem atendimento público de emergência adequado. Até este momento, tentamos, sem sorte, sensibilizar o Diretor do HUAP, o Reitor e o Secretario de Saúde da cidade, com reuniões, atos, críticas, sugestões e reclamações.
Mas agora, diante dessa situação crítica, É INADMISSIVEL que a emergência continue fechada. Foi declarado o estado de calamidade na cidade, portanto nenhum hospital ou clínica da cidade pode negar atendimento, mas as autoridades da UFF continuam omissas. Centenas de feridos não têm atendimento e uma criança já morreu na porta do HUAP, pois só são recebidos os pacientes que chegam “referenciados”.
O próprio Jornal O Globo publicou, na sexta feira 09/04, matéria fazendo referência ao absurdo de que a cidade mais atingida pela catástrofe continue com esta emergência fechada. O SINTUFF realizou um ato na frente do HUAP, expressando a indignação dos trabalhadores e usuários que contou com o apoio explícito da população que passava.
Contrariando o óbvio, em nota oficial, a direção do HUAP tenta desmentir o publicado pelos jornais O GLOBO e EXTRA, quanto a emergência estar fechada há 3 anos.
Esta luta continua. PELA ABERTURA IMEDIATA DA EMERGENCIA DO HUAP!


Fonte:www.sintuff.org.br

SINDICATO DOS SERVIDORES DA UFF SE SOLIDARIZA COM AS VÍTIMAS DOS DESABAMENTOS

A culpa não é nossa, é dos governantes!


O Sintuff se solidariza com as famílias vítimas do descaso dos governantes. E, desde já, se soma à campanha de arrecadação de donativos aos desabrigados.
No dia 05/04, o presidente Lula se encontraria com o governador Sergio Cabral para celebrar mais uma inauguração de obras do PAC. Essa inauguração não aconteceu. A chuva torrencial deixou as obras do PAC e centenas de casas debaixo das águas, destruídas e desmoronadas. No entanto, o presidente e o governador se reuniram no Copacabana Palace para dar declarações à imprensa. Tristes declarações! Foram as mesmas desculpas que o governador Sergio Cabral repetiu para justificar a tragédia em Angra dos Reis: “a culpa é dos moradores das comunidades que residem em áreas de risco”. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, completou responsabilizando a natureza pelo desastre.

Descaso das autoridades é o verdadeiro responsável por essa catástrofe

As verbas do Ministério de Integração destinadas à prevenção de catástrofes têm sido minguadas. A auditoria do Tribunal de Contas da União mostra que os recursos distribuídos e efetivamente aplicados são insignificantes. Entre 2004 e 2009, dos R$ 358 milhões destinados a essa rubrica, apenas 0,65% foram para o estado do Rio de Janeiro.

Cadê o dinheiro dos royalties que deveria ser investido em benefício da população?
Semanas atrás, o governador chorou diante das câmaras de TV apelando à sensibilidade da população, ameaçando de que se fosse retirado o dinheiro dos Royalties se produziria um caos no Rio. Pois o caos se produziu, ficando claro que nunca foi destinada verba do orçamento para melhorar a vida dos trabalhadores e do povo pobre, pois foram recebidos 7 bilhões ao ano durante cinquenta anos. Sergio Cabral foi capaz de chorar pelos royalties, mas não derramou uma lágrima pelas famílias atingidas pela catástrofe.
O governador pretende ressalvar sua responsabilidade, jogando a culpa na população pobre. Isto sim é uma COVARDIA. Uma grande parte dos moradores do estado constrói suas casas nos morros porque não têm alternativa, pois não existe nenhuma política para acabar com o déficit habitacional e garantir a construção de casas populares.
Os trabalhadores e moradores do estado do Rio de Janeiro passaram a noite em claro nos engarrafamentos, conseguindo chegar em casa somente na manhã do dia seguinte e sem saber como iriam encontrar seus familiares. Enfrentaram inundações e desabamentos em diversos pontos, com bueiros entupidos, lixo boiando e crateras que se abriam devido à força da água, poças de água que mais pareciam córregos e sob o risco de doenças como a leptospirose. Viram suas casas destruídas e o pior: parentes e amigos soterrados.
Portanto há culpados para essa calamidade que se abateu sobre nós: os governos federal, estadual e municipal.

Niterói: o exemplo máximo do descaso

A cidade de Niterói foi a mais atingida. Os desabamentos de encostas continuam. A cidade já registra mais de cem vitimas. A procura por desaparecidos continua e, a cada dia, são removidos novos corpos. Mais de 2500 pessoas estão amontoadas em abrigos sem condições adequadas de higiene e nenhuma perspectiva de solução.
Assim se desmascarou a farsa da “cidade sorriso”. O Prefeito Jorge Roberto Silveira, que perde horas em reuniões com os especuladores imobiliários e investe somas milionárias em obras e monumentos, não destinou nada para resolver os graves problemas de infra-estrutura da cidade, abandonando os setores mais pobres da população a sua própria sorte.
O inexistente Prefeito, depois de ficar escondido, dormir e acordar tarde como lhe é habitual, teve que acordar mais cedo e sair no terceiro dia de helicóptero para ver a catástrofe e anunciar o “estado de calamidade” da cidade. Uma catástrofe que poderia ter sido evitada se a Prefeitura tivesse colocado em prática os projetos de prevenção elaborados pela UFF. No ano 2006, a pedido da prefeitura, o Núcleo de Estudos e Projetos Habitacionais Urbanos (Nephu) da Universidade Federal Fluminense elaborou um plano de prevenção de riscos de deslizamentos e enchentes com custo estimado em R$ 44 milhões, não implementado até hoje. Na ocasião, foram listados 142 pontos de risco de deslizamento, incluídos todos os que hoje desabaram. Segundo o jornal O Globo (08/04/2010), o projeto contrasta com o orçamento da Prefeitura para as ações de drenagem e intervenções em áreas de risco, que prevê gastos de apenas R$ 13,7 milhões dos R$ 878 milhões das receitas municipais deste ano.
Após esse estudo, nada foi feito para mudar essa situação com a consequência de dezenas de mortes e milhares de desabrigados.

O desabamento do Morro do Bumba teve um alerta ignorado pela prefeitura
O desabamento do Morro do Bumba é a catástrofe da morte anunciada. Mais de 60 casas e dezenas de corpos soterrados debaixo de uma montanha de lixo e lama. Quem visse as imagens na TV, confundiria e pensaria estar assistindo a catástrofe do Haiti. Mas era Niterói, a cidade que as autoridades consideravam das primeiras no ranking em “qualidade de vida”. A Prefeitura de Niterói pagou e ignorou análise encomendada, em 2004, à equipe de geólogos da Universidade Federal Fluminense (UFF). O relatório coordenado pelo geólogo Adalberto da Silva chamava atenção para o Morro do Bumba. “Infelizmente, não foi feita nenhuma obra de contenção ou campanhas educativas para retirar essas famílias de lá”, lamentou o especialista. O prefeito Jorge Roberto Silveira disse, durante visita ao local da tragédia, que desconhecia o estudo. “Ele não é obrigado a saber. Mas a equipe dele tinha o relatório. O que eu vi, me chocou. Pior foi saber que as autoridades foram alertadas e não agiram a tempo”, criticou o geólogo. Segundo ele, o solo do Morro do Bumba estava saturado e nem a presença de Mata Atlântica para absorver o excesso de chuva seria capaz de evitar o desmoronamento. “Existem outros terrenos, que não são lixões, e que também estão em risco. É um processo cumulativo. Não é por falta de conhecimento técnico que aconteceu esta tragédia”, disse.
O mais trágico é que o prefeito Jorge Roberto Silveira calcula gastar R$ 14 milhões para retirar famílias situadas em áreas de risco. O valor, que não inclui o Morro do Bumba, é bem menor que os R$ 19 milhões que serão repassados pelo Ministério do Turismo para a construção de uma torre panorâmica no Caminho do Niemeyer, conjunto de prédios na orla da cidade que foram projetados pelo arquiteto.
O prefeito disse que era criança quando o lixão foi desativado. “Foi há 50 anos, eu tinha apenas seis anos”, afirmou Jorge Roberto, ignorando a data correta, em 1986, conforme informado pela própria prefeitura. Portanto, três anos antes de tomar posse pela primeira vez. O cúmulo da hipocrisia.

Solução imediata para os desabrigados e familiares das vítimas

Frente à crítica situação, exigimos que os governos garantam imediatamente a infra-estrutura necessária e o auxílio às famílias desabrigadas. Que se garanta um abrigo decente, com água potável, comida e atendimento médico até que a situação seja resolvida.
É necessário remover imediatamente todas as famílias em áreas de risco, que se desenvolva de forma imediata um plano para cobrir o déficit habitacional em todo o estado, em especial na cidade do Rio de Janeiro e em Niterói, as mais atingidas, com a participação da comunidade e do corpo técnico da UFF, no caso de Niterói. Deve-se garantir a construção de casas populares para todas as famílias desalojadas e as que morem em áreas de risco. Além disso, que seja elaborado um plano emergencial de obras na infra-estrutura das principais vias e nos bairros para amenizar os efeitos das chuvas.
FONTE: www.sintuff.org.br

16/04/2010

Moradores protestam por moradias em Niterói-RJ


Representantes de dez comunidades atingidas pelos deslizamentos participaram de ato. Parentes acenderam velas em memória aos mortos.


Moradores de dez comunidades atingidas pelos deslizamentos provocados pela chuva em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, se reuniram na noite desta quinta-feira (15), em frente à prefeitura, para pedir a construção de moradias e soluções para as áreas afetadas.

De acordo com a Polícia Militar, cerca de 400 pessoas participaram do ato. No entanto, os organizadores do movimento afirmaram que o número de manifestantes chegou a mil.
Os líderes comunitários fizeram uma lista de reivindicações e apresentaram para os secretários de Habitação, Assistência Social, Integração Comunitária e de Governo. O prefeito Jorge Roberto Silveira não participou do encontro.

Ao som do funk “Eu só quero ser feliz”, os manifestantes caminharam pelas principais ruas do Centro de Niterói. O trânsito ficou complicado em algumas vias, como a Avenida Amaral Peixoto e a Rua da Conceição.

Em frente à sede da prefeitura, os parentes das vítimas dos deslizamentos estenderam cartazes, acenderam velas e jogaram rosas em memória aos mortos na tragédia.

11/04/2010

Rio de Janeiro: Solidariedade à população vitima das enchentes.
 
Os últimos dias têm se convertido em um verdadeiro pesadelo para a população do Rio de Janeiro. A forte chuva que caiu sobre o estado, na segunda-feira dia 05 de abril, teve um efeito devastador, deixou a população em pânico e um saldo de mais de 150 vitimas até agora e mais de 13 mil desalojados.
Foi uma das maiores chuvas dos últimos tempos; em apenas um dia choveu o dobro da média esperada para o mês de abril, atingindo 280 milímetros de água. É um fato que ninguém poderia impedir que a chuva caísse, mas é um fato também que uma catástrofe, desse nível, poderia ter sido evitada, caso tivesse um alerta das autoridades competentes e uma política de prevenção e investimentos em infra-estrutura que evitassem a imensa perda de vidas humanas.
 
O descaso das autoridades é o verdadeiro responsável por essa catástrofe.
 
 As verbas do Ministério de Integração destinadas a prevenção de catástrofes tem sido minguadas. O relatório da auditoria do Tribunal de Contas da União mostra que os recursos distribuídos e efetivamente aplicados são insignificantes.  Entre 2004 e 2009 dos R$ 358 milhões destinados a essa rubrica, apenas 0,65% desse montante foram destinados ao estado do Rio de Janeiro. Infelizmente o Presidente Lula e o governador Sérgio Cabral fez uma declaração culpando tão somente a ocupação desodernada das encostas, o governador Sergio Cabral repete a mesma desculpa usada para justificar a tragédia em Angra dos Reis: a culpa é dos moradores das comunidades que residem em áreas de riscos. Enquanto o prefeito do RJ Eduardo Paes responsabiliza a natureza e o Prefeito de Niterói Jorge Roberto Silveira declara que nada se podia fazer.
Uma grande parte dos moradores do estado constroem suas casas nos morros, porque não tem alternativa, pois não existe nenhuma política para acabar com o déficit habitacional e garantir a construção de casas populares. E o que fizeram os sucessivos governos estaduais e municipais? Cadê o dinheiro dos royalties que deveria ser investido em benefício da população?
Nós, trabalhadores e moradores do estado do Rio de Janeiro ficamos horas e passamos a noite em claro nos engarrafamentos, conseguindo chegar em casa somente na manhã do dia seguinte e sem saber de fato como íamos encontrar nossos familiares. Enfrentamos inundações e desabamentos em diversos pontos, com bueiros entupidos, lixo boiando e com crateras que se abriam devido a força da água. Enfrentamos poças de águas, que, mas pareciam córregos, correndo o risco de pegar doenças como leptospirose. Vimos nossas casas destruídas e o pior: nossos parentes e amigos soterrados. Nós sabemos muito bem quem são os verdadeiros responsáveis por essa calamidade que se abateu sobre nós: os governos federal, estadual e municipais, que nada fazem para resolver nossos reais problemas, que desviam os recursos que deveriam se investidos em infra-estrutura, limpeza de bueiros, em projetos de drenagem,  em política habitacional de construção de casas populares para as famílias de baixa renda, entre outros.
 
30 pontos de desabamentos somente em Niterói.
 
A cidade de Niterói foi a mais atingida, ao menos, foram registrados 30 pontos de desabamentos de encostas em toda a cidade, resultando em 79 vitimas. A procura por desaparecidos continua e a população segue em estado de alerta, pois permanece o risco de novos desabamentos.
Esta crítica situação coloca às claras o descaso do governo do Niterói. No ano 2006, a pedido da Prefeitura, o Núcleo de Estudos e Projetos Habitacionais Urbanos (Nephu) da Universidade Federal Fluminense elaborou um plano de prevenção de riscos de deslizamentos e enchentes com custo estimado em R$ 44 milhões que não foi implementado.  Na ocasião foram listados 142 pontos de risco de deslizamento. Segundo o jornal O Globo (08/04/2010), o projeto contrasta com o orçamento da Prefeitura para as ações de drenagem e intervenções em áreas de rico, que prevê gastos de apenas R$ 13,7 milhões do R$ 878 milhões das receitas municipais deste ano.
Após esse estudo nada foi feito para mudar essa situação, as dezenas de mortes poderiam ter sido evitadas caso o poder público tivesse colocado em prática o projeto de prevenção. 
Nesta quarta-feira dia 07 de janeiro, a direção do SINTUFF esteve visitando várias áreas dos morros de Niterói e vimos de perto à situação dramática dos moradores. As cenas eram chocantes, pessoas desabrigadas esperando uma ajuda que não chegava. A reclamação era a mesma: estamos esperando que as autoridades venham nos ajudar, mas até agora nada. Os próprios moradores retiravam os entulhos e até os corpos das vitimas de baixo dos escombros, a solidariedade entre os moradores nos comoveu. Falta comida, água potável e remédios. No morro 340, a população revoltada e como forma de protesto reteve o único carro da defesa civil presente no local.
Ainda estamos fazendo um levantamento dos trabalhadores da UFF vitimas dessa situação, pelo pouco que sabemos muitos tiveram vitimas entre seus parentes, casas destruídas, perdendo todos os seus pertences ou tiveram que sair as presas de suas residências, temendo por suas vidas. 
Exigimos também que se abra à emergência do Hospital Antônio Pedro para o atendimento de toda a população vitima das enchentes. Que o restaurante universitário seja aberto à população desabrigada e que a universidade disponha de locais para abrigar as pessoas que perderam suas casas. Já entramos em contato com a reitoria da UFF para que seja abonado o ponto de todos os servidores e todos trabalhadores terceirizados da universidade, que nesses dias não tiveram condições de trabalhar devido à chuva.
 
Toda ajuda humanitária a população desabrigada.
 
Prestamos toda a nossa solidariedade a todos que tiveram familiares mortos nessa tragédia. Somamos-nos a dor dessas famílias, que perderam seus entes queridos de uma forma tão brutal. Estaremos montando na sede do Sintuff, postos de coletas para arrecadar: alimentos, roupas e medicamentos, que serão destinados às famílias desabrigadas.
Exigimos do governo estadual que se decrete estado de calamidade e que se garanta a infra-estrutura necessária e o auxilio as famílias desabrigadas. Que se garanta um abrigo decente, com água potável, comida e atendimento médico as famílias até que a situação seja resolvida.
É necessário remover imediatamente todas as famílias em áreas de riscos, não podemos admitir que aconteça mais uma tragédia como a do morro do bumba em Niterói, aonde se estima que 60 casas tenham sido soterradas. Essa tragédia poderia ter sido evitada, caso a prefeitura de Niterói tivesse feito a remoção dessas famílias.
Que se desenvolva de forma imediata um plano para cobrir o déficit habitacional em todo o estado, em especial na cidade do Rio de Janeiro e em Niterói, as mais atingidas, com a participação do corpo técnico da UFF, no caso de Niterói e da comunidade. Garantindo a construção de casas populares a todas as famílias desalojadas e as que moram em áreas de risco. Junto com um plano emergencial de obras de infra-estrutura nas principais vias e nos bairros para amenizar os efeitos das chuvas.
 
COORDENAÇÃO DO SINTUFF
Coletivo Vamos à Luta!
“Do caos à lama”
Nota sobre a situação no Rio de Janeiro.
 
O Caos!
 
Estamos vivendo dias de caos no estado do Rio de Janeiro. Desde a noite da última segunda-feira (05/04) o Rio tem sofrido com fortes chuvas que abalaram todo o seu funcionamento. Desde o incômodo de pessoas com dificuldade de locomoção até milhares de desabrigados e desalojados, e pior ainda, até agora são 179 mortos. Este último número, infelizmente, irá subir nas próximas horas.
A região metropolitana foi a mais afetada, mas cidades da baixada como Nilópolis, da região dos lagos como Maricá, Araruama e Saquarema, dentre outras, também foram atingidas. As situações mais graves são as de Niterói, da capital e de São Gonçalo.
Em Niterói já são mais de 75 mortos e é onde o número mais tende a subir. No morro do Bumba, estima-se que pelo menos 200 pessoas possam estar debaixo dos escombros. Fora isso, no Morro do Estado, no Palmeiras e em outras localidades há também muitas vítimas.
Muitos lugares ainda estão sem luz e sem água. As aulas estão paralisados e muitos trabalhadores não conseguem chegar ao seu local de trabalho. Aos poucos, as cidades tentam voltar ao “normal”.
 
 
A lama!
 
Na manhã de terça, Lula esteve no Rio com Sérgio Cabral e Eduardo Paes para a inauguração do “PAC das comunidades” no Morro do Alemão. A inauguração não ocorreu porque a obra também estava debaixo d`água. Quando provocados por jornalistas todos eles tentaram colocar a culpa na natureza. Mas não apenas isso, foram além, e culpabilizaram a população pelo que estavam vivendo. No raciocínio de Cabral, Lula e Paes, a culpa pelas mortes e pelos desabrigados é justamente dos que morreram e dos que estão desabrigados, porque “escolheram morar em áreas de risco”.
Cabral que chorou por conta da emenda dos Royalties faz pouco caso da tragédia social pela qual o Rio está passando hoje.
Por trás desses discursos, há a tentativa de se eximir da responsabilidade por tantas mortes e sofrimento. Os verdadeiros culpados por tudo isso são em primeiro lugar Lula, Cabral, Eduardo Paes, Jorge Roberto Silveira e todos os demais prefeitos das cidades atingidas. Aos fatos:
 
1 - As verbas do Ministério de Integração destinadas a prevenção de catástrofes tem sido minguadas. O relatório da auditoria do Tribunal de Contas da União mostra que os recursos distribuídos e efetivamente aplicados são insignificantes. Entre 2004 e 2009 dos R$ 358 milhões destinados a essa rubrica, apenas 0,65% desse montante foram destinados ao estado do Rio de Janeiro. E dados do “Contas Abertas”, mostram que desde o início do ano até  nenhum centavo veio para o Estado do Rio;
 
2 – Cabral está no seu 4º ano de governo. O Estado do Rio recebe só de Royalties da exploração do petróleo anualmente 5 bilhões de reais. Em 4 anos são 20 bilhões. Não há nenhum programa do Governo Estadual de moradias para a população. A única medida que Cabral tentou efetivar foi a de “cercamento das favelas” para que novas moradias não fossem construídas.
 
3 – No caso de Niterói, o descaso do governo também é bastante nítido. No ano 2006, a pedido da Prefeitura, o Núcleo de Estudos e Projetos Habitacionais Urbanos (Nephu) da Universidade Federal Fluminense elaborou um plano de prevenção de riscos de deslizamentos e enchentes com custo estimado em R$ 44 milhões que não foi implementado. Na ocasião foram listados 142 pontos de risco de deslizamento. Segundo o jornal O Globo (08/04/2010), “o projeto contrasta com o orçamento da Prefeitura para as ações de drenagem e intervenções em áreas de risco, que prevê gastos de apenas R$ 13,7 milhões do R$ 878 milhões das receitas municipais deste ano.”
 
É por isso que afirmamos que as causas desse caos que estamos vivendo não são naturais. São políticas e sociais. Ficam claras as fragilidades em relação à habitação, saneamento básico, escoamento de águas pluviais, planos de emergência, saúde pública, etc.
 
A UFF tem que ajudar!
 
Estamos pressionando a Reitoria da UFF para que utilize suas possibilidades para ajudar as pessoas. Estamos exigindo: reabertura imediata da emergência do HUAP; liberação de espaços da Universidade para servirem de abrigo; abono de faltas de todos os funcionário efetivos e terceirizados destes dias e; liberação do bandejão para alimentação da população atingida.
 
 
Vamos à Luta!
 
A tarefa da juventude neste momento difícil deve ser a de cobrir de solidariedade à população de todo o Rio. Devemos construir comitês de coleta de donativos: alimentos, água, roupas, colchões, remédios, etc. Estamos ajudando diariamente no ponto de coleta de doações do HUAP. Quem quiser vir ajudar será muito bem vindo! Estamos organizando brigadas e indo aos lugares atingidos. Quando as aulas voltarem, temos que fazer isso também em nossos campi. Mas temos que ir além. O que nos difere do assistencialismo é justamente nossa ação política. Esta manhã estivemos na Assembléia dos moradores do Morro do Estado, onde estavam além dos moradores, várias entidades como o SINTUFF e o DCE da UFF. Deliberou-se a realização de uma grande manifestação pública em Niterói, no próximo dia 15/04 (quinta-feira) contra o descaso dos governantes. Temos que ajudar a construir este grande ato para pedir a cabeça dos verdadeiros culpados pelo caos.
 
    Coletivo Estudantil “Vamos à Luta!”
 
               Juninho: juninho.uff@gmail.com (21) 9394-6339
               Bárbara Sinedino: barbara2870@yahoo.com.br (21) 8873-6479
               Ciane: ciane.rodrigues@hotmail.com (21) 8546-8373
                Rafael Lazari: lazari.rafael@gmail.com (21) 7119-4732
                Marco Antônio “Amapá”: marcounifap@yahoo.com.br (21) 8691-9607
               André “Kbça”: andretertuliano@gmail.com (21) 9298-2282