09/09/2010

Todo apoio a luta dos estudantes da UFCSPA

Todo apoio a luta dos estudantes da UFCSPA
Nós do coletivo nacional Vamos à Luta,estudantes de universidades públicas e particulares de todo o Brasil prestamos toda a nossa solidariedade aos estudantes da UFCSPA que desde segunda-feira ocupam sua reitoria em defesa da democracia e da autonomia estudantil.
Em virtude da expansão de vagas nas universidades públicas sem qualidade e infraestrutura aplicado pelo governo Lula,a reitoria da UFCSPA de forma autoritária e truculenta a mais de 10 meses demoliu o espaço histórico do CA de medicina . A universidade assiste a um processo de expansão sem qualidade,novos cursos foram criados onde os estudantes não tem RU,moradia estudantil e faltam livros na biblioteca.
Nos somamos incondicionalmente a luta dos estudantes de medicina,enfermagem,farmácia,psicologia ,nutrição,fisioterapia,fonoaudiologia ,biomedicina na defesa e ampliação de seus espaços estudantis e na luta por uma universidade pública,gratuita e de qualidade para todos.
A ocupação da reitoria segue até que a pauta de reivindicações dos manifestantes seja atendida. De qualquer forma essa grande luta é um Marco nacional pois a partir de plenárias de base amanhã será fundado um DCE.

29/06/2010

artigo de opinião

Mãos ao alto, professora


JUREMIR MACHADO DA SILVA

As palavras mudam de sentido. Muda uma letra, ou duas, e muda tudo. Craque virou crack. Vida de professor transformou-se em atividade de alto risco. Uma professora foi assaltada, em Porto Alegre, dentro da sala de aula, por um adolescente armado com um revólver enferrujado, calibre 32. O guri era ex-aluno da escola. Houve um tempo, perdido nas brumas do passado, em que professores e salas de aula eram sagrados. Levava-se maçã para a professora. Muitas vezes, a professorinha era o primeiro amor, idealizado, impossível, platônico, de um menino. A sala de aula era o lugar da autonomia do mestre, um templo, um palco, a esfera maior do conhecimento. Acabou.

As balas de hoje destinadas aos professores são de revólver. A situação é tão melancólica, para bem e para mal, que o assaltante não tinha munição. Roubou R$ 10,00 da professora. Essa quantia diz muito, diz tudo, grita como o sintoma de uma doença grave, um mal que está aí, bem aí, mas vai sendo empurrado com a barriga. Talvez a professora assaltada seja uma pessoa sensata, aos 58 anos de idade, e não vá para a escola com muito dinheiro na bolsa. Ou quem sabe, escolada, como todos nós, carregue apenas o dinheiro do transporte e o dinheiro do ladrão. Mais provável é que uma professora, na metade do mês, não tenha mais do que R$ 10,00 para carregar no bolso. Esse é o estado das coisas, o estado ao qual chegamos, o caos.

E os governos, que ainda não fizeram a parte deles, não garantiram sequer a integridade dos professores, desandam a falar em meritocracia, transferindo para os professores, que ganham pouco e são agora assaltados dentro das salas de aula, a responsabilidade pela falência do sistema. Ao defender a tal meritocracia, os tecnocratas e os políticos, falsamente racionalistas, estão dizendo que se algo vai mal é por culpa da preguiça ou da incompetência dos professores. Essa é uma das maiores infâmias destes dias melancólicos em que, paradoxalmente, fala-se em sociedade da informação, mas se faz do saber uma categoria de quinta classe. Escolinha como objeto de desejo de pais e alunos, só de futebol. Nelas, talvez o mestre ainda seja respeitado e receba doces. Nem que seja por medo de se perder lugar no time.

Eu ainda sonho com um Brasil voltado para a escola como espaço sagrado. Isso só acontecerá a partir do momento em que se considerar o ensino como primordial e os salários forem melhorados a ponto de alterar a vida cotidiana e cultural dos mestres. Um professor precisa ganhar o suficiente para comprar livros todo mês, ir ao cinema, ao teatro, a shows, a bons restaurantes, viajar e sempre ampliar horizontes. Quem não valoriza, não pode cobrar desempenho. Mesmo assim, como se diz popularmente, os professores desempenham, "na moral". Sonho com o dia em que será impossível um ex-aluno ou um aluno apontar uma arma para uma professora. Por respeito, por veneração, por amor. Ou, cinicamente, sonho com o dia em que, ao menos, a professora terá R$ 50,00 na sua bolsa.

JUREMIR MACHADO DA SILVA é professor e jornalista
 
* Artigo publicado no Jornal Correio do Povo, edição do dia 17 de junho de 2010.

Vamos à luta Pará e Unidos pra Lutar

Redução da tarifa é fruto de ação do SINTSEP-PA, SINTRAM e DCE UNAMA

O juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública da Capital, Elder Lisboa Ferreira da Costa, concedeu tutela antecipada ao Ministério Público Estadual (MPE) determinando a redução dos preços das passagens de ônibus para R$ 1,70 em Belém. O descumprimento da decisão implicará em multa diária de R$ 10 mil para a Prefeitura.
Esse processo começou em 5 de fevereiro, quando o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal do Estado do Pará (SINTSEP-PA), o Diretório Central dos Estudantes da UNAMA (DCE UNAMA) e o Sindicato dos trabalhadores Rodoviários de Ananindeua e Marituba (SINTRAM) pediram ao MPE que fossem tomadas providências sobre o aumento abusivo da tarifa e as péssimas condições de transporte público na Região Metropolitana. Essa solicitação foi feita todos os anos, desde 2007, pela assessoria do SINTSEP-PA e finalmente foi atendida esse ano. Comprova-se que temos razão. Essa iniciativa partiu do UNIDOS pra LUTAR, corrente sindical nacional que atua no SINTSEP-PA e SINTRAM e do Vamos à Luta, corrente estudantil que atua no DCE UNAMA.
Nossa solicitação ocorreu porque todos os anos os empresários assinam documentos se comprometendo em renovar a frota e sempre descumprem a lei. Sem falar que o aumento concedido foi abusivo. A inflação do período era 5%, mas Duciomar e Helder concederam 8,82%. Isso desrespeitou o que determina a Lei Orgânica do Município de Belém e não corresponde com o Poder Aquisitivo da população. Ao mesmo tempo não há melhorias para os trabalhadores rodoviários, que sofrem com baixos salários e com constantes assaltos. Para piorar tentam reduzir direitos, como a tentativa de retirar a meia em Ananindeua.
Ato público:
Quando? Quarta
Onde? Concentração em frente ao Deodoro de Mendonça e ao Ulisses Guimarães (José Malcher)
Hora: 17h.
Leva sua Vuvuzela! Vamos fazer barulho pela melhoria do transporte público.

Vamos à luta Pará

TOMAR AS RUAS
Para garantir a tarifa em R$ 1,70!
Estender esse valor pra Ananindeua e Marituba
Depois de vários dias de espera finalmente a tarifa foi reduzida pra R$ 1,70. Vencemos toda a catimba da prefeitura e dos empresários. Trata-se de um gol de placa conquistado com lutas ao longo dos últimos anos. É uma grande vitória para os trabalhadores e um verdadeiro presente depois da bela apresentação da seleção canarinho.
Desde quinta-feira, 24/06, estamos nas ruas exigindo o cumprimento da liminar que reduzia o valor da passagem. Nos concentramos em frente ao Palácio Antonio Lemos e na praça da república para nossas manifestações. Em todas as atividades sentimos que o povo está insatisfeito com as péssimas condições da frota e que torcia para que ganhássemos. Nosso movimento vinha de antes, com destaque para o time dos rodoviários de Ananindeua a Marituba que na última greve pautou a qualidade dos transportes e para os secundaristas com sua luta pela manutenção da meia-passagem em Ananindeua.
 Agora mais do que antes é preciso que o povo trabalhador se manifeste. A prefeitura disse que vai recorrer da decisão mostrando que governa contra o povo. Os empresários fazem jogo sujo, dizem que estão no prejuízo e vão recorrer. No entanto, quem está no prejuízo é o povo trabalhador, pois perdemos 5 dias de tarifa reduzida. Desde a quinta-feira, dia 24/06, deveríamos pagar R$ 1,70. A pressão dos empresários e a má fé do prefeito Duciomar, impediram que a decisão vigorasse. Nesse jogo eles estão com 5 gols de vantagem. Com a decisão começamos a virar o jogo, mas ainda falta muito pra terminar partida.
E necessário mobilização para manter a passagem em R$ 1,70 para evitar o golpe do prefeito Duciomar e dos empresários. O adversário tem experiência, muito dinheiro e já disputou várias copas do mundo. Por isso temos que ir pra rua, pois juntos, sem salto alto, conseguiremos derrotá-los. Nesta na quarta, em conjunto com os estudantes do Deodoro e do Ulisses, 17h, já haverá a primeira manifestação. Nossa mobilização é para a imediata extensão do valor de 1,70 pra toda a região metropolitana, tema de ação das entidades já protocolada no MPE. Na raça podemos vencer!
UNIDOS PRA LUTAR por: 
- manutenção da tarifa para 1,70 e ampliação para toda a região metropolitana
- aumento da frota, sobretudo nos horários de pico (entre 6 e 8h e 18 e 20h).
- aumento das linhas atendendo bairros periféricos.
- Contra o fim da meia-entrada para os estudantes de Ananindeua.