Documentos encontrados na UCC (Universidade Católica de Caxias do Sul) trazem novamente à tona a perseguição política a opositores do regime militar – ou pessoas tidas como tal – dentro da UFRGS. Os documentos, inéditos, pertenciam ao acervo do sociólogo Laudelino Teixeira de Medeiros, membro da CEIS – Comissão Especial de Investigação Sumária.
"É uma surpresa, incrível! Eu achava que alguém tivesse destruído os documentos, porque são comprometedores", disse Lorena Holzmann, professora titular de sociologia da UFRGS, que coordenou em 2008 a reedição do livro "Universidade e Repressão - Os expurgos na UFRGS" (L&PM editores). Os autores nunca tiveram acesso às atas. A professora contou 17 docentes cassados em 1964.Mais pode ser lido no link
Trata-se de importante uma importante documentação histórica sobre a participação política dentro da Universidade. Infelizmente, o DCE da UFRGS é hoje comandado por estudantes ligados ao PP e ao DEM, com discurso de oposição à participação política. Esses estudantes são os netos da Ditadura militar,o que fica demostrado quando se reúnem a portas fechadas com a corrupta Yeda ou com o mega-empresário Gerdau. Muitos como, João Carlos Haas Sobrinho, presidente do centro acadêmico da Faculdade de Medicina, um dos comandantes da guerrilha do Araguaia e morto em 1972,tombaram na luta por uma sociedade mais justa. Por ele, por todos os mortos, torturados pela ditadura, para que nunca mais aconteça exigimos que sejam abertos os arquivos da UFRGS.